A luta pela Educação e os que são uma miragem

Porque nunca é tarde para rescaldos e porque lá diz o velho ditado, gato escaldado até de água fria tem medo, é sempre bom relembrar o que foi alcançado e quem a reboque das medidas do Governo Regional tentou calquetear os caminhos da educação da nossa Região. Prometendo, e aqui pasmem-se, algo que já estava concretizado pelo nosso Executivo! Talvez algures alguém saltou vários parágrafos na leitura do livro de História que temos vindo a escrever, ao longo destes 43 anos de serviço, em prol do nosso Arquipélago e do desenvolvimento, requalificação e reorganização da rede escolar.

Conseguimos alcançar uma maior estabilidade na classe docente. Sim, e antes que se brade aos céus que o desemprego abateu sobre a classe, que estamos envelhecidos e que faltam recursos humanos, é essencial que se reconheça que muitos problemas foram solucionados e  que outros tantos de certeza também o serão.

Fomos, não podemos esquecer, arrastados em causa direta pela crise, pela quebra demográfica da população de crianças e jovens. Mas ainda assim, e num cenário escuro como pintam, foi-nos permitida a progressão na carreira e reconhecido o tempo de serviço prestado, refletido no orçamento mensal de todos os docentes de carreira. Tivemos as colocações antes do arranque do novo ano letivo e veremos novos colegas a entrarem para a carreira no final do mesmo, conseguindo assim o seu vínculo aos quadros da RAM.

Pois é, talvez para infortúnio das almas penadas que agoiraram que tal medida poderia não se efetivar, ela está e chegou para ficar!

Perguntamo-nos como é possível que um docente, um ex-sindicalista, dito defensor acérrimo da classe que representava, se venda, se diminua e se vergue a um Primeiro Ministro que pela nossa classe nada quis fazer! E agora, o que podemos esperar? Será que dentro do hemiciclo saberá dar murros na bancada contra quem, lá do Retângulo Português, faz dos ilhéus um povo inferior?

É realmente difícil de entender que um docente, um político, alguém que apesar das "birras" que não aceitaria o seu lugar na Assembleia Legislativa Regional – mas aceitou, dada a sua necessidade de palco – vá defender os interesses dos madeirenses, quando nem os dos seus colegas de profissão foi capaz de defender. Bem pelo contrário, nunca se insurgiu contra o seu "mentor" quando este espezinhou, maltratou e desacreditou aquela que sem falsa modéstia é uma das profissões pilar na formação de uma sociedade.

Só numa base de contadores de histórias e num mundo imaginário podemos acreditar em personagens que no seu percurso só têm um objetivo e uma meta: o Eu como centro, a chegada a lugares cimeiros, às direções, às presidências e às chefias.

Como rãs num charco de nenúfares, salta-se de um em um a ver onde irá encontrar aquele que lhe dará o patamar mais elevado e a vista sobre a cidade. Se não consegue num charco, faz malas e bagagens e "aluga" outro charco, nem que tenha de correr a Ilha inteira, corrida essa bem mais fácil de fazer, hoje, numa Região onde todos nós, PSD, soubemos encurtar distâncias e garantir igualdade de oportunidades.

Enfim, muda rumos, engana quem encontra pelo caminho e tenta adaptar-se ao que melhor lhe servir, acusando visivelmente a perda de memória no que diz e no que faz, numa incoerência que começa a ser mais do que defeito, feitio.

A História da nossa Região provará quem é que efetivamente luta e defende os nossos interesses, classe docente incluída, e quem é que não passa de uma miragem ficcionada de intenções.