Votar nunca foi tão fácil

1. O direito-dever de votar

Votar é simultaneamente um direito e um dever (cívico) de cada cidadão eleitor, que se inscreve no cerne da democracia. É do exercício do direito de voto que decorre a legitimidade para os cidadãos eleitores participarem na vida política. Daí a importância do voto como condição de sobrevivência dos regimes democráticos.

2. As próximas eleições.

Dentro de cerca de um mês, os portugueses em geral serão chamados a participar nas eleições legislativas do próximo dia 6 de Outubro, e os madeirenses também nas eleições regionais de 22 de Setembro.  

Em democracia, todas as eleições são importantes e decisivas. Por isso os manifestos eleitorais devem ser objecto de cuidada leitura, já que através deles ficamos a conhecer, ainda que em termos gerais, os projectos e medidas que os eleitos se propõem levar à prática durante os respectivos mandatos.

3. A opção de voto

 A multiplicidade de partidos que se apresentam ao sufrágio popular nas próximas eleições – numa aparente demonstração da vitalidade do sistema democrático – poderia levar a pensar que os eleitores enfrentarão grandes dificuldades para decidir o seu sentido de voto. Não partilho dessa opinião. Quer nas próximas eleições regionais, quer nas legislativas para a Assembleia da República, nunca terá sido tão fácil votar. Num e noutro caso, tomando por líquido o único critério de escolha, ou seja, qual a melhor solução para a RAM e qual é a melhor solução para Portugal, o quadro de opções é restrito e cristalino.

Nas eleições regionais, o que está em causa é escolher entre o voto no PSD-Madeira ou no PS. Quem quer preservar e aprofundar o bem inestimável da nossa autonomia, quem quer privilegiar a defesa do enorme e valioso património político, cultural, social, económico e desportivo alcançado ao longo de quase cinco décadas e garantir a sua continuidade e valorização, vota no PSD-M. Quem opta pela estabilidade política, pelos que genuinamente construíram e constroem uma Região de progresso, de justiça social, de qualidade de vida, e garantem um futuro melhor para madeirenses e porto-santenses, vota PSD-M.

Quem tiver a coragem para a mudança, ou seja, para o desconhecido, - sabe-se lá, se para o abismo! -, vota PS. Quem sempre defendeu e continua a defender uma autonomia tutelada, uma região-colónia dependente da metrópole como nos velhos tempos, vota PS. Quem se deixa levar pela retórica das promessas impossíveis de cumprir ou pelo isco de uma vida melhor sem garantias de concretização, quem acredita que é possível fazer omeletes sem ovos, vota PS.

Nas eleições nacionais, a escolha é igualmente fácil.

Quem escolher entre a continuidade de malabarismos, mentiras e meias-mentiras, manipulação da informação, do nepotismo e do compadrio, vota PS. Quem quiser correr o risco de uma nova geringonça ou, pior, de uma aliança espúria com o PAN, ou de uma maioria absoluta musculada – do “quem se mete com o PS leva” – então vota PS. Quem quiser a manutenção do centralismo e da hostilidade contra a RAM, vota PS.

Quem quiser a única alternativa capaz de restituir ao país uma governação séria, patriótica e competente, com uma liderança credível, vota PSD. Quem quiser para Portugal um governo capaz de pôr em prática uma opção verdadeiramente social-democrata e de realizar as reformas necessárias, quer nas funções de Estado, quer nas políticas sectoriais, vota PSD.

Perante este quadro, nunca foi tão fácil votar. Basta sermos responsáveis e realistas.