Nem sempre é tempo de mudança

Antever o futuro na política é, por vezes, um mero exercício de cartomancia.

No nosso País, e com foco agora na Madeira, há quem o anteveja com convicção. Nem que essa convicção seja de tal modo falsa, mas, porque dita vezes sem conta, faz-se crer verdadeira.

Na política, como na vida privada, é bom saber com quem contar, quem se compromete e faz por cumprir, quem nos diz não conseguir algo, por não estar de facto ao seu alcance ou por impedimento alheio propositado.

António Costa é hábil na comunicação. Mas numa comunicação fraudulenta e com manipulação de dados. Os fact-checks que o digam. Mas em política, não deve valer apenas o poder da comunicação. Tem de valer o poder da ação, o de zelar pelo equilíbrio da sociedade com medidas que visem o bem-estar da população.

Portugal vive hoje na ilusão de uma história inventada e pintada a cor-de-rosa, onde tudo parece estar bem.

Facto é que temos a mais elevada carga fiscal de sempre, uma dívida pública que ultrapassa os 252.000M€. Traduzido “por miúdos”, um turbilhão de impostos e uma pressão enormíssima sobre pessoas e empresas, estas que são quem mais contribui para a receita fiscal que, por sua vez, suporta a despesa do Estado.

Há dois setores fulcrais que nos indicam como Portugal vive num falso “cor de rosa”. O país não está a ser planeado, não garante que os nossos filhos se orgulhem de crescer em território português ou singrar como europeus. Há degradação da educação e da saúde, pilares fundamentais de uma sociedade. Não é comunicação, é um facto. E sem mencionar transportes, ambiente e agricultura… Assim, não chegamos lá!

Mas na verdade, há uma Região, deste nosso País, que tem sobrevivido ao Socialismo apoiado numa ideologia ditatorial perturbadora do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista.

O Governo Regional da Madeira, com alguns equívocos certamente, tem dado passos firmes no sentido de conferir dignidade à vida dos Madeirenses. Humildemente o PSD assume que há ainda imenso por fazer. Mas este não é o tempo de aventuras irresponsáveis, de querer mudar apenas por mudança.

O tempo é de consolidar políticas públicas credíveis, prosseguir e promover projetos de desenvolvimento, competitividade e sustentabilidade de uma ilha ultraperiférica.

É tempo de apoiar quem sempre cumpriu, na Madeira e (aqui) na Europa, os seus compromissos para com os cidadãos.