Os fins não justificam os meios

As presenças virtuais
Anda para aí um candidato reluzente que tem adoptado uma estratégia muito interessante. Aparece nos eventos munido de dois fotógrafos... despacha um cento de "fotos" e de "selfies" em 15 minutos... e desaparece tal como apareceu.

Mas como não tem um pingo de vergonha, depois, na respectiva página oficial, comenta a missa que não assistiu, ou a cerimónia onde não esteve... tudo para fazer crer ao pobre e bem intencionado eleitor que esteve e participou... os meios...

Pouca gasolina... muita lata

Estes dias quentes de agosto foram de certa forma surreais. Então não é que perante a greve dos motoristas de matérias perigosas e com um governo de esquerda, suportado por duas muletas ainda mais à esquerda, assistimos de sofá a requisições civis, comentários oportunistas do primeiro ministro sobre direitos e greves, assessores governamentais a fazer de porta voz dos patrões, militares a conduzir cisternas e ministros alarmistas... um fartote de demagogia e de encenação governativa.

Se o que se passou há cerca de duas semanas ocorresse num governo PSD... tínhamos as manas do Bloco a cortar os pulsos em frente à Assembleia, a Dona Catarina a imolar-se em chamas (depois de devidamente regada com gasolina racionada)... e porventura o camarada Jerónimo a pedir uma intervenção militar Boliveriana em Lisboa... os meios...


Sol na eira e chuva no nabal

A leitura das intenções governativas do candidato das esquerdas unidas regionais é de uma pessoa ficar sem folgo... promessas, promessas e mais promessas. Pegando numa figura de retórica do nosso amigo (da onça) o Dr. António Costa... como é que alguém que fez tão "poucochinho" durante a passagem pela autarquia da nossa capital, pode avançar com este frenesim de realizações e acções... como autarca mostrou-se tão incapaz... (menos para entregar o cabaz). Para a coisa e a causa pública não basta a retórica ensaiada, antes, exige-se compromissos sérios e consequentes, que são depois cumpridos por gente responsável e lúcida.

O candidato do discurso fácil, vazio , imediatista e mediático, não tem qualquer dificuldade em prometer, e promete muito, promete o céu na terra, o peixe no mar, pão ao faminto, vinho ao ébrio, o gado na serra, o alcatrão na estrada, o avião no ar (se o Antonoaldo deixar), casa para quem quer casar, um hospital a comprar (de preferência a um amigo), médicos que não existem, enfermeiros que ainda estão para nascer... enfim, um aglomerado de muitas coisas, assim ninguém se lembra bem do que foi dito... nem prometido... e com sorte e com o barulho das luzes e um jornal amigo ainda se engana mais um incauto... os meios...

Caro leitor/eleitor, estas são apenas três das muitas artimanhas que são utilizadas por esta gente para enganar os mais distraídos... por favor pense sempre no fim, e não se deixe enganar pelos meios.