Ana Gomes e a indiferença dos coniventes

Ana Gomes, socialista e ex-Eurodeputada, que deveria obter o estatuto de persona non grata na Região Autónoma, lesadora dos interesses económicos regionais e nacionais afirmou: “à conta do meu “esgravatar”, a Autoridade Tributária já recuperou para os cofres públicos 200 milhões de euros fugidos a IRC na Zona Franca da Madeira [Centro Internacional de Negócios da Madeira - CINM].”

Resta saber quantos milhões de receita fiscal e de postos de trabalho é que a referida socialista desviou da CINM, e consequentemente de Portugal, para Malta, Chipre, Luxemburgo, Áustria, Irlanda, e Ilhas do Canal à custa da sua constante campanha difamatória contra o CINM, a qual só teve resposta, tardia, por parte da Sociedade Desenvolvimento da Madeira (SDM), a semana passada. O ataque da socialista ao CINM, sem oposição por parte do PS-Madeira, à excepção do Deputado da Nação Carlos Pereira, tem um objetivo claro: retirar à Região Autónoma da Madeira um pilar legítimo de desenvolvimento sócio-económico e de receita fiscal.
Seria ainda de esperar por quem pede “coragem para mudar” que tivesse coragem de fazer frente às mentiras e ataques perpetrados por Ana Gomes à economia madeirense. Mas afinal, se são “há 43 anos” as “mesmas pessoas” e “as mesmas ideias”...
Seria também de esperar por de quem diz que o “importante é fazer”, que realmente fizesse e dissesse alguma coisa contra as mentiras e ataques perpetrados por Ana Gomes à economia madeirense. Mas é mais fácil ler artigos de opinião e inspirarem-se para propostas legislativas com as ideias dos outros.
Seria de esperar por quem diz que “cumpre”, que efetivamente cumprisse com os assuntos de fundo relacionados com “maior e mais profunda Autonomia” e rebatesse “taco-a-taco” cada palavra proferida da socialista supra referida relativamente aos interesses fiscais e económicos em causa. No fundo que cumprisse com o dever defender aquilo que mais se assemelha a um sistema fiscal próprio.
Seria de esperar por quem quer “dar voz aos Madeirenses e Porto-Santenses”, que se lembrasse que os trabalhadores e empresas do Centro Internacional de Negócios da Madeira são Madeirenses e Porto-Santenses e que a RAM não se limita a Santa Cruz.
Seria de esperar por quem afirma que “avançar é preciso” que efetivamente avançasse pela defesa dos postos de trabalho e riqueza gerada pelo CINM. Mas esses parecem mais interessados em defender as ditaduras norte-coreana, cubana e venezuelana.
No final do dia diziam todos o mesmo aquando das Legislativas Europeias: “defendemos o CINM”. Esqueceram-se de dizer que só o defendem quando o momento do voto está próximo, quando é necessário que cerca de 2000 postos de trabalho/eleitores se lembrem de fazer a cruz no quadrado “certo”. Nem se lembram da receita fiscal necessária para dar cumprimento às promessas eleitorais...

“Os políticos têm todos a mesma política.” - Eça de Queiroz