Quais os principais inimigos da liberdade?

"Populismo" é um comportamento que, através do uso da demagogia, procura aproveitar politicamente, em seu favor, interesses, reivindicações ou opiniões que ganharam dimensão no seio da população.

Uso da demagogia, porque esta consiste no exercício de uma rectórica fácil, superficial, com o objectivo de conquistar o poder. Esta retórica desenvolve-se na exploração das emoções populacionais, ao arrepio da lógica, da racionalidade, da fundamentação.

Mas, a par do populismo, há que situar o "politicamente correcto".

Quando desde o final do século passado, as juventudes dos Partidos dos regimes democráticos post - II Guerra Mundial, alcançaram o poder dentro das respectivas organizações partidárias, e daí depois nos Estados, tratava-se de gente com ideais diferentes dos que os antecederam. Menos sonhadores e desdenhando das utopias que acabam por transformar o mundo, logo menos afoitos e corajosos em termos de constantes aperfeiçoamentos e mudanças dos sistemas políticos. Mas que passaram a controlá-los. Porém “políticos”, mas egoístas em temos de carreirismo, vaidades e sucessos individuais.

Tudo isto agravado pelo recrutamento baratucho de alguma gente sem Conhecimento, nem Cultura, para as profissões ligadas à formação da Opinião Pública. Por exemplo, como pode um indigente mental destes, se atrever a chamar "pouca vergonha" à evidente Revolução Tranquila da Madeira?!...

Assim, os sistemas políticos democráticos resvalam em rotinas sem futuro. Permitem a CENSURA sobre tudo o que inovação, transformação, progresso e denúncia da própria má formação da Opinião Pública.

Estes sistemas políticos tornaram-se privilégios materiais dessa classe política agora dominante, mas pouco culta. Tudo disfarçado em facilitismos relativistas e com a distração imposta através do tema "causas fracturantes".

Obviamente que, enquanto os totalitarismos, mormente os "comunas", esfregam as mãos, contentes com tal decadência burguesa, os actuais sistemas políticos, desta forma cada vez mais esclerosados, viram a sua actual "classe dominante" desesperadamente inventar meios para combater a lógica reação dialética das populações perante este crescente desastre cívico que também engloba a Europa.

Então que fizeram a mais recente "classe política", os interesses dominantes que a controlam e a respectiva sua comunicação social?

Para defenderem os respectivos sistemas políticos nacionais, as coisas tal como estão, entre outros "politicamente correctos" que impõem às populações, passaram a chamar de "populismo" toda e qualquer posição que conteste o regabofe onde se instalam. E porque os extremos fascistas, ditos de "direita" ou de "esquerda", claro que vão aproveitando a decadência dos situacionismos políticos burgueses, então os "politicamente correctos" socorrem-se hipocritamente do termo "populismo" para qualificar tudo o que anti-sistema deles e, desonestos, a todos chamam de extrema-direita.

Esta geração que hoje controla os sistemas políticos nacionais europeus, abdicou do ESSENCIAL.

E o ESSENCIAL é a incompatibilidade ABSOLUTA entre a Liberdade, os Direitos Fundamentais da Pessoa Humana, de um lado, e do lado contrário o totalitarismo.

Esta é a QUESTÃO PRIMEIRA E PRINCIPAL.

Liberdade é Democracia e Desenvolvimento Integral, no caso da Madeira também AUTONOMIA.

A burguesia situacionista, tragicamente, perdeu a noção do "adversário principal".

A burguesia situacionista e "politicamente correcta" que domina os nossos países europeus, para defender o tacho organizou uma cruzada contra o populismo. Onde confunde fenómenos diferentes de país para país, com extrema-direita. Tudo no mesmo saco.

Assim, até fazendo o jogo desta e, sem inteligência, lhe motivando mais pessoas.

Quando o "adversário principal" são todas as formas de totalitarismo, seja o fascismo comunista, seja o fascismo conservador.

No caso português, face às elevadas percentagens eleitorais e às posições no aparelho de Estado, o fascismo comunista.

No caso madeirense, o fascismo comunista camuflado em terceto (como era estratégica do Dr. Cunhal, lembram-se?): o PCP, o bloco dito de "esquerda" e aquelas incompetências de Gaula que, sob cândido disfarce, vêm esterilizando o concelho de Santa Cruz.