Integração luso-venezuelana

A comunidade venezuelana na Madeira continua a crescer e este ano já mais de 500 pessoas do país caribenho entraram na ilha da Madeira, todas fugindo da crise e do socialismo que nada mais é que fome, insegurança, atraso, populismo e miséria.

Já somos mais de 8 mil lusos-venezuelanos fazendo vida nesta ilha maravilhosa que abriu as portas para nós, e é nossa responsabilidade incluirmo-nos como uma comunidade organizada e participativa, dando um exemplo das pessoas trabalhadoras e honestas com o calor humano que nos identifica. Do ponto de vista social, associativa, comercial e cultural, devemos continuar a nos integrar como uma comunidade ativa e responsável, contribuindo com nossos conhecimentos e valores. É isso que me enche de orgulho, quando vejo venezuelanos serem bem-sucedidos nas suas iniciativas empresariais, constituindo-se como contributos importantes para o tecido e actividade económica e como fonte de empregos na Madeira, não só para aqueles que regressam do país sul-americano mas também para aqueles que já cá viviam. Para ilustrar com exemplos, certamente meramente figurativos, veja-se o mar de beleza que o fluxo de regressados trouxe para a Madeira, com luso-venezuelanos(as) envolvidos(as) em concursos de beleza ou como os nossos jovens começam a dar cartas no desporto, nos muitos clubes da Madeira.

A inclusão depende de cada um de nós e temos na Região os mecanismos para nos integrarmos e as instituições regionais que estão sempre abertas para nos apoiar. A integração é fundamental para fazermos parte da sociedade em que estamos vivendo. Devemos ter como exemplo a saga dos portugueses que emigraram para a Venezuela e se tornaram no imigrante mais participante naquele país.

O Português na Venezuela era o trabalhador mais procurado, por muitas e boas razões, entre elas pela sua capacidade e qualidade de trabalho, pela sua fácil adaptação a novas situações e pela sua característica simpatia. A boa integração na Madeira da comunidade de regressados depende da nossa capacidade de participar nas diversas componentes da sociedade madeirense além de nos mostrarmos interessados e informados dos diferentes programas sociais, culturais e educacionais que fazem parte do nosso processo de inclusão, bem como da nossa responsabilidade como cidadãos que escolhem esta ilha como nossa casa.

Unidos somos mais fortes, mas juntos somos invencíveis, faremos a diferença.