Acautelar o futuro

A nossa responsabilidade e o nosso compromisso são com as próximas gerações.

Enganem-se os que pensam que a política de intervenção do governo regional na área da floresta e conservação da natureza é casual, oportunista ou surge a reboque de qualquer calendário eleitoral.
Como já tive oportunidade de referir várias vezes, o investimento na área da floresta e conservação da natureza é planeado e executado de forma estruturada, para um horizonte temporal de várias décadas, onde as decisões de hoje só terão implicações a medido/longo prazo. Não há aqui, obviamente, espaço para oportunismos eleitoralistas, até porque os resultados só serão visíveis daqui por muitos anos.
A nossa responsabilidade e o nosso compromisso são com as próximas gerações. Temos a obrigação de tomar decisões conscientes que acautelem a sustentabilidade dos recursos naturais existentes. E é isso que temos procurado fazer.
Os planos sectoriais, orientadores da estratégia a seguir, estão aprovados. A Região tem um Plano Regional de Ordenamento Florestal, 6 Planos de Gestão Florestal das áreas sob gestão pública, onde se inclui a Laurissilva, e Planos de Ordenamento e Gestão das Áreas Protegidas, com relevância para as áreas de Rede Natura 2000.
Temos investido na prevenção, na vigilância, no combate aos fogos florestais, na erradicação das espécies invasores, na reflorestação, na conservação e no aumento das áreas protegidas.
Recuperámos Postos Florestais e Torres de Vigilância. Dotámos a Polícia Florestal e Vigilantes da Natureza com novos e modernos equipamentos. Adquirimos trator de rasto e dois camiões de apoio à gestão florestal e ao combate a incêndios florestais, e temos em processo de aquisição onze viaturas de proteção e socorro para a Polícia Florestal e quatro para os Sapadores Florestais, carreira criada por este governo.
Os projetos candidatados pelo Instituto de Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) a fundos europeus, que implicam limpezas, remoção de invasoras e plantações, já superam os 5 milhões de euros de investimento, se contabilizarmos tudo aquilo que já foi feito, que está em andamento ou a ser candidatado.
Temos em curso a limpeza e a beneficiação de 180 km de caminhos florestais para os próximos meses de verão.
Demos continuidade e implementámos diversos projetos de conservação e de aumento do conhecimento de várias espécies.
Criámos mais áreas protegidas, com relevância para os 7 novos sítios de Importância Comunitária.
Beneficiámos e temos novos projetos para as Quintas e Jardins sob gestão do governo regional, investimos na área cinegética, melhorámos e diversificámos a oferta nos percursos pedestres, parques e zonas de lazer, sem esquecer as Casas de Abrigo. Seis concessionadas e outras sete disponibilizadas diretamente à população.
Estas são apenas algumas das notas que julgo serem importantes realçar, que traduzem o esforço a dedicação e o investimento que o governo regional, através do IFCN, tem realizado na defesa da floresta e do nosso ecossistema. Muito do sucesso do nosso trabalho dependerá dos comportamentos que todos nós, cidadãos, adotarmos, diariamente, na defesa do ambiente. Até porque como diz o ditado popular: “uma andorinha só não faz a primavera”.