Regresso ao passado

Às vezes temos de regressar ao passado. Desviamo-nos dele pelas vicissitudes da vida e caminhos, às vezes, a largos passos em direção ao abismo sem nunca pensar no caminho a que tal nos levou àquele momento e continuamos sem o discernimento de parar, em vez de avançar.

O regressar ao passado, ou a um formato antigo, não significa que o modelo usado até ao momento não tenha funcionado, é muito provável que tal até tenha sido  eficaz, mas por uma questão de crença verificamos que o mesmo, pelo menos para nós, não está a resultar e que talvez seja melhor esse regresso ao passado. Mas partilhando semelhanças com o filme “Regresso ao Futuro”, queremos que este regresso ao passado seja um passo para querermos regressar a um futuro melhor. Resumindo, é o chamado “dois passos atrás para dar um à frente”, ah... E o rapaz de sorriso maroto, com ar extremamente sexy, deixo ao critério do leitor o que será extremamente. De foto desatualizada, que se encontra no canto superior direito, sem qualquer conotação a tendência político-partidária, deste texto –a mudança gráfica do JM lixou-me lengalenga -, está aí para as curvas e contra-curvas, de preferência bem pronunciadas, num regresso ao pseudo-formato original.

 

Faial voyeur

A paróquia do Faial foi notícia a semana passada pela instalação de um sistema de vigilância de modo a controlar que anda pelo adro da Igreja e pela casa paroquial, isto só vem mostrar que temos uma paróquia preocupada com a sua vizinhança pois este sistema de vigilância, da geração de 1984, está apontado para a via a pública.
Será uma maneira de controlar a folha de presenças nos serviços dominicais que a mesma tem, no mesmo serviço estará incluído dar uma olhadela pelos jovens daquela paróquia que decidam ir para o adro namorar – agora que penso nisto estamos em entrar em terrenos escorregadios...
Ao que parece já anda a circular uma petição para que o sistema entre em blackout por alturas da Festa da Nossa Senhora da Natividade.


The Black Keys – “Let’s Rock”, regresso ao passado parte 2

Ora aí está mais um regresso ao passado, neste caso a dobrar. Acredito que o leitor já esteja algo farto de ouvir as mesmas músicas a rodar pela RFM e outras rádios, está com saudades de uma sanidade musical, digamos. Não procure noutro lado, digo eu, e abrace o regresso deste pequeno espaço e dos The Black Keys ao passado.
O duo de Ohio composto por Dan Auerbach e Patr ick Carney decidiu após um desvio de percurso – “Turn Blue” teve uma tendência mais pretensiosa do que o pretendido -, regressar ao passado e ao que os deu a conhecer ao grande público, rock puro e simples.
Fazendo jus ao título escolhido este nono álbum é um regresso às sonoridades do aclamado “Brothers” e do mega-hit que foi “El Camino”. O single de apresentação “Lo/Hi” leva-nos para o southerland rock que vigorou nos primeiros álbuns da banda com um pouco do pó mágico que foi aplicado nos já mencionados “Brothers” e “El Camino”.
O título deste regresso ao passado é mais que apropriado, “Let’s Rock”, e é isso que os The Black Keys nos levam até à última nota, da última faixa em “Fire Walk With Me”.