Aldrabices

O Candidato do Partido Socialista a Presidente do Governo, nunca teve uma opinião que se conheça, sobre o subsídio social de mobilidade.

Nunca esboçou uma ideia sobre como resolver o adiantamento de todo o custo do bilhete de avião, que hoje somos obrigados a fazer.
Nunca teve uma única proposta sobre esta matéria.
Nunca disse nada. Nunca explicou qual a sua opinião quanto ao sistema que temos, quanto ao modo de o poder melhorar (pode até pensar que não tem de ser melhorado – mas nada diz).
Foi aos Açores, aqui há uns tempos, para “beber da Governação socialista de lá”.
Voltou e não foi capaz de dizer nada sobre o nosso modelo de subsídio social de mobilidade e aquele que vigora para os Açores.
Se calhar nem imagina que são diferentes, mesmo sendo a Madeira e os Açores duas Regiões Autónomas com portugueses de igual direito como cidadãos.
Daí não resultou uma tomada de posição.
Não resultou o assumir de um compromisso.
Não resultou o definir de uma orientação sua. Um pensamento sequer sobre o assunto.
Nem do PS!
Porque o Partido Socialista é uma Barriga de Aluguer, que a troco da promessa de colocar Emanuel Câmara em futuro vice-presidente do Governo, aceitou tudo, até esconder os próprios militantes.
Nunca vimos, assim, o PS defender o pagamento de apenas 86 euros.
Nunca vimos o PS indignar-se com a obrigação de adiantarmos todo o valor.
Nunca vimos, PS e candidato, pensarem alguma coisa sobre o assunto!
Só sabemos que foi o único partido a votar contra uma iniciativa do Parlamento da Madeira que tinha esse objetivo.
Durante mais de um ano essa proposta da Madeira ficou na gaveta da Assembleia da República.
Teve o mesmo destino que tiveram as muitas insistências e propostas do Governo Regional, para que a República alterasse o modelo em vigor – o esquecimento intencional!
De repente as eleições estão no horizonte.
Os socialistas vêm-se confrontados com uma votação do diploma que foi enviado da Madeira.
Mantendo os partidos o seu apoio à iniciativa, o voto contra dos Socialistas na Assembleia da República não consegue impedir a aprovação.
Então toca a dar uma cambalhota. Toca a fingir que fizeram qualquer coisa para convencer Lisboa. E anunciam que também vão votar a favor.
Só não dizem que, em agosto e setembro não conseguem colocar a solução a funcionar. E que um novo governo de Lisboa, que tome posse em novembro, nunca mais consegue implementar uma solução para janeiro de 2020.
Em suma. É tudo uma aldrabice por causa das eleições.
É este o PS que quer governar a Madeira!