Todos os votos contam, todos são úteis

Por diversas vezes tenho abordado neste espaço a questão das nossas escolhas individuais e do seu impacto na sociedade.

Ao nível da governação coletiva, a intervalos de tempo mais ou menos regulares (se tudo correr bem a cada quatro ou cinco anos), temos a oportunidade de escolher quem queremos que nos represente na escolha de quem nos quer governar e nas políticas a seguir no ciclo seguinte.
Há cerca de seis semanas, enquanto cidadãos e cidadãs de Estados-membro da União Europeia escolhemos 751 representantes no Parlamento Europeu. Daqui a onze semanas elegeremos 47 homens e mulheres que assumirão essa responsabilidade na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira e quinze dias depois, 230 para a Assembleia da República.
Há sempre quem possa achar que são muitas eleições, que votar dá muito trabalho ou que não vale a pena… Em resumo, que votar é inútil e não efeitos práticos. Mas tem. Desde os impostos que paga a quanto ganha no fim do mês.
Só exercendo responsavelmente o direito de voto podemos responsabilizar quem assume os destinos da governação. Só quando somos exigentes com quem elegemos para nos representar, com os projetos que prometeram defender e com quem se dispôs a implementá-los, podemos ter uma Democracia saudável.
Daqui a pouco mais de dois meses elegemos 47 pessoas como nossos representantes na ALRAM. São essas 47 pessoas que vão dar posse ao novo Governo Regional em nosso nome. E essas 47 pessoas serão eleitas quer votem 200 mil eleitores, 150 mil, 100 mil ou 50 mil…
Já reparou que há quem se candidate e ao mesmo tempo queira passar a ideia de que o seu voto é inútil? Defendem ideias menos democráticas e contam com a indiferença de quem encolhe os ombros e com quem desiste de exercer os seus direitos para implementar a sua agenda. É fácil perceber que se votarem apenas 50 mil pessoas elegem deputados com pouco mais de mil votos e se votarem mais de 100 mil já teriam de ter mais de dois mil votos. Percebe agora porque não se importam muito que não votemos?
Temos de ser exigentes. Exigentes com quem escolhermos, exigentes com os compromissos que se propõem a assumir connosco. Mas para podermos ser exigentes com quem elegemos, com quem mandatamos para exercer o poder em nosso nome, temos de saber também o que defendem. Votar em consciência só é possível se soubermos o que está em cima da mesa, que políticas serão defendidas, que opções serão tomadas, que rumo será seguido.
Queremos mudar? Acreditamos que mudança renovará a esperança num futuro melhor? Ou estamos bem tal como estamos? Em 2015 houve muita gente a acreditar que mesmo sem um programa estruturado, a renovação de alguns rostos bastaria para nos devolver a esperança.
E agora? Vamos voltar a deixar passar a oportunidade de mudar alguma coisa porque não vai mudar tudo o que queríamos, como queríamos? Ou já estamos contentes com o que temos?
O PS assume o compromisso de implementar 100 medidas nos primeiros 100 dias da Governação de Paulo Cafôfo. São 100 medidas em 11 áreas que passam pela Saúde, Educação, Economia, Mar, Agricultura, Proteção Social, Ambiente ou Igualdade, entre outras. É já este sábado, dia 6 de julho, pelas 17:00, no Casino da Madeira, que terá a oportunidade de as conhecer com mais detalhe.
Antes de decidir, exija saber também quais são os compromissos das outras forças políticas. Avalie. Compare. E depois de decidir o que acha melhor, vote.
Em defesa da Democracia, na escolha do nosso Futuro comum, todos os votos são úteis. E, para melhor, muda-se sempre.