Filosofia de ‘fortune cookie’

Sou apologista que um escritor, poeta, cronista e mais alguém que tenha de puxar pela cabeça para debitar letras, palavras, frases, parágrafos e textos funcionam melhor quando estão sobre efeito de alguma catarse, ou drogas, o que funcionar melhor.

Na minha limitada experiência o mesmo funciona quando entra em algum tipo de depressão ou coloca os seus idealismos à frente do leitor, do género “eu quero é que o leitor se lixe, isto é assim, ponto final”. Ou quando começa a desbobinar asneira até ao fim do parágrafo, falando dos seus problemas e preocupações. Claro que há momentos em que quem escreve está pura e simplesmente demasiado relaxado e de bem com a vida, se é assim que podemos dizer, e as letras demoram a transformar-se em palavras e estas arrastam-se até fazerem sentido em frases devidamente construídas. Os grandes tiveram sempre algum trauma e algum refugiu para continuar a escrever continuamente, Hemingway passou pela grande guerra e viveu atormentado pela mesma até enfiar uma bala no crânio, por exemplo, os restantes tentam agarrar-se ao sentimentalismo barato para continuarem a escrever.

O leitor pode neste momento, erradamente, assumir que estou a tentar colocar-me em algum patamar, a realidade é mais simples que possa parecer. Neste momento a inspiração para debitar bitaites nestas páginas é curta, talvez fruto de estar há algum tempo a fazer a mesma coisa e sem resultados palpáveis, alguém ingénuo como eu acreditou que algumas palavras pudessem fazer alguma diferença.

A TAP continua na mesma guerra, aproveitando para chular a ilha de todas as maneiras possíveis e imaginárias, claro que é mais fácil culpar a TAP e o governo central do que pensar o que permitiu que isso acontecesse – não, defendo em nada o comportamento da TAP para a região e condeno o silêncio de São Bento sobre o assunto, mas temos de que também ter a consciência de, pelo menos por cá, fazer o melhor possível para que isso pare, em certo ponto isto serve para outro assunto com os clubes a reivindicar apoios a torto e a direito não se preocupando com o que podem fazer por si, agora que penso nisso podemos extrapolar para a maneira como vivemos, preocupamo-nos em demasia com o que o outro pode fazer por nós e não o que nós podemos fazer, *badum tss* - filosofia de ‘fortune cookie’, o leitor está a ver como isto está mesmo mau para estes lados?

Entretanto os caracteres já estão preenchidos, a machadada dada e voltamos para a semana... De preferência com menos filosofias baratas.