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É na família que se constrói parte da nossa personalidade/caráter. É este o meio privilegiado das grandes aprendizagens para a vida. Este é um meio que urge ser pleno de harmonia e de momentos positivos.

A investigação realizada no âmbito da intervenção na família revela que a vinculação familiar-um ambiente familiar positivo no qual a criança/jovem se sente envolvido, seguro e reforçado- tem um papel importante e fundamental no desenvolvimento individual das crianças e jovens, nomeadamente na sua capacidade de lidarem com o risco associado ao uso/abuso de substâncias psicoativas (bem como em outros comportamentos aditivos e dependências (CAD)).

Torna-se assim fundamental fomentar e promover intervenções na família. Neste sentido o Instituto de Administração da Saúde, IP-RAM, através da Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências (UCAD), está a desenvolver um projeto de intervenção comunitária designado: “Viver a Prevenção em Santo António”, uma parceria com a Junta de Freguesia de Santo António e outros parceiros daquela freguesia, que tem como objetivos, por um lado, promover os fatores de proteção e minimizar os fatores de risco, associados aos CAD, e por outro, sensibilizar as famílias para a importância da adoção de comportamentos e hábitos de vida saudável.

Nos programas de intervenção comunitária, a prevenção surge como um fator de grande relevância. Neste sentido, prevenir é permitir a mudança, é facilitar o crescimento e promover a assimilação de novas aprendizagens ou (re)aprendizagens, benéficas do ponto de vista da saúde e do bem-estar.

Subjacente a esta intervenção de cariz preventivo está o conceito de empowerment- (empoderamento) que é entendido como um processo de mudança desejável, no sentido de reforço da autonomia dos “territórios” para a resolução de problemas. A adoção do princípio do empowerment, no contexto da prevenção dos comportamentos aditivos e dependências e a educação para a saúde, pode significar uma mudança de atitude face ao conhecimento, experiência, necessidades, aspirações e perspetivas dos “beneficiários” da ação, no plano individual (cidadão), no plano coletivo (agentes promotores de projetos), e no plano comunitário”.

Nesta lógica a UCAD, pretende promover na população em geral o aumento da literacia em saúde, no âmbito dos comportamentos aditivos e dependências, minimizando os comportamentos de risco associados ao consumo de substâncias psicoativas, contribuindo assim para uma sociedade mais saudável. Os membros da comunidade convertem-se em “agentes preventivos ativos” e devem assumir a responsabilidade do controlo das suas vidas, bem como trabalhar de forma solidária na resolução dos problemas, através da utilização dos recursos da própria comunidade.

A prevenção, no geral e dos comportamentos aditivos e das dependências em específico deve ser encarada como valor instituído, no sentido do desenvolvimento de uma verdadeira cultura de Prevenção.