Os Novos “Hitlers”

Comparar, nos dias de hoje, algum ser humano a Hitler não é algo que alguém possa fazer de ânimo leve. No entanto, alguns líderes partidários em Portugal podem muito em breve tornar-se comparáveis, em termos de propaganda, a um dos mais ignóbil e vil ser humano que já pisou a face desta Terra.

Digo isto, porque desde a eleição de Trump, que me pergunto como é que partidos portugueses, e respetivas direções nacionais e regionais, que se dizem defensores da democracia e que estiveram na génese daquilo que em Portugal se considera as bases do 25 de Abril, Liberdade e Democracia, permitam algo “digno” de uma Gestapo ou PIDE: a veiculação de informações falsas, a dispersão de boatos, o ataque pessoal com base com base na violação dos artigos 13.º e 26.º da Constituição da República Portuguesa e a permanente descredibilização de fontes e factos científicos.

Os líderes partidários que compactuam, em segredo, ainda que à vista de todos (e em especial nas redes sociais e através de perfis falsos, ou não), não passam de aprendizes de Hitler. Permitindo e conspurcando com estratégias que trouxeram o fim da Democracia a vários países Europeus.

Como é possível que partidos que se auto-intitulam defensores da Democracia se dêem ao luxo de compactuar com táticas propagandistas de cariz ditatorial e fascista? Como é possível que em Democracia se viva ainda do boato e do ataque ao bom nome das pessoas e das instituições? Como é possível que em Democracia, os partidos, pilares fundamentais desta forma de governo, permitam e admitam a filiação de tais aprendizes como membros de estruturas que supostamente deveriam defender os valores de uma Democracia Liberal? Como é possível que passados mais de 40 anos desde o 25 de Abril os partidos, ditos democráticos, se vendam as tais táticas?

Findos mais de 40 anos desde o 25 de Abril, as palavras de Frank Herbert, fazem, infelizmente, cada vez mais sentido: “Todos os governos sofrem de um problema recorrente: o poder atrai personalidades patológicas. Não é que o poder corrompa, mas este é magnético para o corruptível…”, é por isso que “...as pessoas não votam. O instinto diz-lhes que é inútil.” Não é por isso de admirar que certos e determinados líderes partidários admitam, entre as suas hostes, indivíduos dispostos a tudo fazer para agradar e subverter a Democracia a troco do dinheiro dos contribuintes por via de uma potencial ocupação de um cargo público.

A Democracia Portuguesa, hoje não é mais que mera miragem daquilo que se pretendia alcançar no 25 de Abril. Portugal é hoje uma série de intrigas palacianas, travestidas de atos “democráticos” condicionados por tácticas de guerrilha psicológica e de assédio contra quem tenta exercer e divulgar a Verdade. Permitir que a “Democracia” Portuguesa (e Madeirense), continue ou não neste rumo hitleriano depende tão só e exclusivamente dos eleitores. A solução é simples, continuar, ou não, a votar nos mesmos que estão no poder há mais de 40 anos. Liberdade de Expressão não é “Liberdade” de Agressão e Opressão.