Das incongruências da humildade e da arrogância

A humildade no dicionário, num dos seus sentidos, o que mais equivale significa: capacidade de reconhecer os próprios erros, defeitos ou limitações.

A meu ver não será bem isto mas sim a capacidade de tratar os demais com respeito e consideração, ou seja, a capacidade de não nos centrarmos em nós mesmos, ou nos defeitos do adversário.

Em política, neste caso na Regional vejo pouca humildade, e mais no PS-Madeira, que está a deixar-se deslumbrar por um súbito de grandeza, que pode levar à perda dumas eleições que à partida estavam ganhas, quer-me parecer.

As tácticas e os mecanismos, estão quase iguais ao velhinho PPD: é o controle da Imprensa que interessa e a pressão; é a súbita descoberta que o SESARAM não presta; é a ideia de que se vai fazer algo completamente novo nunca imaginável; e chamo aqui a atenção de que o eleitor não está para grandes jogadas políticas, vai votar em quem demonstrar maior humildade e capacidade de trabalho. É preciso equipa, sacrifício, e a tal humildade que está a faltar. A estratégia do campo de batalha poderá deixar o PS a 2 ou 3 deputados, de poder indicar o Presidente do Governo Regional, pelo que terá de fazer acordos pós-eleitorais, mas aqui o PSD também entra e pode oferecer melhores condições.

Que críticas têm sido feitas ao sistema económico? Que interesses económicos se tem combatido? Poucos ou nenhuns, e assim perde-se uma sólida oportunidade de mudança, mas a alternância já não era mau, o que a meu ver por este caminho pode até nem chegar.

Quanto à arrogância no dicionário significa: sentimento de orgulho que se exprime por atitudes de altivez e desprezo, e aqui equivale ao que acontece na política de parte a parte.

Que génios orquestram este tipo de campanhas, quando o que as pessoas o que querem e precisam é de honestidade e transparência, gente com defeitos e virtudes, a simplicidade que advém da característica de ser humilde sem ser submisso, ter respeito sem altivez.

Talvez por isto é que os movimentos cívicos têm tido tanto sucesso, não reúnem as condições dos políticos profissionais.

Agora deixemo-nos de tretas e de ilusões, nada muda, para que tudo mude e tudo fique igual.

Para quando, uma verdadeira revolução das ideias e atitudes, neste cantinho do Atlântico que é a nossa Madeira.

Nunca gostei de Juventudes partidárias porque criam um sentimento clubístico de estar a defender o seu clube a todo o custo, é exactamente disto que fujo, da política interna, sou a favor da liberdade do pensamento, e de uma democracia na verdadeira acepção do seu termo.

Compete à Imprensa, que apesar de pertencer, a quem detém o capital social, cumprir a sua tarefa e esclarecer os cidadãos, ou que pelo menos este ano as pessoas tenham o cuidado de ler os programas e escolherem o melhor.

Quanto à eleição dos deputados, que ganhe os melhores de cada lista, e não se vote apenas no cabeça de lista, porque estas eleições são para eleger deputados e a composição da Assembleia Legislativa da Madeira, votamos em listas de deputados, por ordem de precedência.

Post Scriptum

​1.“Without music, life would be a mistake.”

― Friedrich Nietzsche, Twilight of the Idols

2. Para terminar, resta dizer que oxalá o Nacional e Marítimo se mantenham na primeira divisão, para alegria dos Madeirenses.