Isto tem alguma coisa a ver consigo?

Em outubro do ano passado foi notícia que o Parlamento Europeu tinha aprovado a proibição da venda de plástico de utilização única.

O objetivo é o de tal ser proibido a partir de 2021. No entanto, ainda falta a negociação no Conselho, entre os governos dos países da União, para um acordo final sobre a legislação.

Parece que de repente muita gente acordou para uma realidade para a qual andava completamente adormecida.

Em Portugal, típico de um país que gosta de se mostrar mais papista do que o Papa, a febre de ser mais rápido fez com que um anúncio fosse feito em fevereiro deste ano.

O país quer proibir esses plásticos no segundo semestre de 2020 e não em 2021, diz o Governo.

“Pratos, talheres e copos, palhinhas, cotonetes ou palhetas para mexer o café de plástico descartável irão desaparecer das prateleiras dos supermercados em junho do próximo ano, numa antecipação às metas da Comissão Europeia que prevê o fim da comercialização destes produtos no ano seguinte”, podia ler-se nas comunicações do executivo.

Como sempre, não fazemos o pouco mas atiramo-nos logo para fazer o muito. Típico!

Tudo isto surge na sequência das notícias, que um pouco por todo o lado, têm dado a conhecer aos mais distraídos, a realidade palpável, fisicamente comprovada de que ilhas de plástico existem espalhada por todos os oceanos, geradas a partir do transporte pelas marés de milhões de plásticos ou partes deles, que se têm vindo a aglomerar.

A maior de todas e se calhar a mais conhecida, é a que se aglomera no Pacífico e tem uma área de aproximadamente duas vezes o tamanho da França.

Só 9 % do plástico é reciclado em todo o Mundo mas isso não significa que devamos desistir de o fazer.

Outra atitude é a que devemos ter todos os dias, nas mais pequenas coisas que fazemos, desde que acordamos até que nos deitamos. Devíamos, isso sim pensar um pouco mais nisto – nos gestos mecanizados de todos os dias que podiam fazer alguma diferença se os alterássemos. Isso repetido 365 dias, sim faz a diferença!

A estudante sueca que lançou um movimento de greve às aulas para chamar a atenção sobre a necessidade de salvar a nossa casa que está a arder, inspirou também em Portugal um evento de estudantes em solidariedade e em defesa do Planeta.

A pergunta que me coloquei de imediato foi a seguinte: quantos dos que se disponibilizaram para faltar às aulas para estarem na manifestação, deixaram – por exemplo - de utilizar copos de plástico, cotonetes, garfos e facas, embalagens de transporte de comida de utilização única? Algum?

Temos todos de pensar um pouco mais nisto, para sermos mais efetivos na mudança de comportamentos a bem desse objetivo maior!