Jovens não esperam milagres, apenas oportunidades!

É de todos sabido que o mercado de trabalho apresenta elevados índices de competitividade e de complexidade. Este é um dos principais desafios à inserção profissional dos jovens.

Hoje em dia não basta ter uma licenciatura ou uma formação profissional certificada; é necessário complementar os conhecimentos e competências adquiridos na formação académica com outras formações e experiências que melhor preparem os jovens para a vida profissional.

Trata-se de um duplo desafio: por um lado, os jovens têm de ser proativos na procura de ferramentas e estratégias para promover a sua empregabilidade; por outro lado, tem de haver oportunidades e, da parte do empregador, condições para acolher estes jovens, condições estas que implicam políticas de incentivo à empregabilidade.

Esta geração não está à espera de milagres do clássico emprego para a vida. São jovens que procuram projetos profissionais alternativos, centrados no esforço e empenho pessoal e no pragmatismo. Não acreditam, como os seus pais, em carreirismos.

Precisam apenas que acreditem neles e lhes seja dada uma oportunidade, seja em Portugal ou no estrangeiro. A maioria dos jovens sente que a crise os tem marginalizado e excluído da vida social e económica. Os jovens sentem-se desorientados, não sabem onde procurar informação e orientação profissional. De facto, a informação existe, mas está dispersa e não chega devidamente ao destinatário.

Porém, face a tantos desafios, cerca de 70% dos jovens europeus entre os 16 e os 30 anos consideram a pertença à UE uma vantagem no mundo globalizado.

E de facto existem vários programas e iniciativas da UE para a juventude e emprego, que podem ser a “tal” oportunidade. A Iniciativa para o Emprego dos Jovens (IEJ) é disso exemplo, sendo um dos principais recursos financeiros de que a UE dispõe para apoiar as regiões com elevado desemprego juvenil. Esta iniciativa dirige-se a “jovens que não estudam, não trabalham ou não seguem uma formação, incluindo empregados de longa duração e os que não estão registados como estando à procura de emprego”. Os países da UE devem tomar medidas para assegurar que logo após ficarem desempregados ou saírem da Escola, todos os jovens beneficiem de uma colocação profissional, continuem a estudar ou façam uma formação em regime de aprendizagem, seja em Portugal ou noutro país da UE.

O futuro da Europa depende cada vez mais do futuro dos nossos jovens e das suas oportunidades. Com o envelhecimento exponencial da Europa, a sua sobrevivência depende desta nova geração e, inevitavelmente, do reforço do número de políticas de apoio à inserção no mercado de trabalho. E mais ainda, que as políticas saiam das gavetas dos ministérios e migrem para os destinatários alvo: os jovens do futuro que não esperam milagres, mas oportunidades!