A Importância das eleições nunca foi tão grande

As eleições europeias marcadas o próximo mês de Maio serão o prelúdio do que se vai passar em Setembro, aquando das eleições regionais. Claro está que quem ganhar as primeiras leva vantagem, ainda que quem as perder não esteja sentenciado de morte, porque são de facto atos diferentes, mas convenhamos que vencendo as Europeias é meio caminho andado.

Foi isso que António Costa disse recentemente aquando da sua deslocação à Madeira e lá terá as suas razões. Neste caso penso como ele, é de facto muito importante vencer em Maio nem que para isso tenha de ser feito o que até agora não se viu.

Unir é importante mesmo quando a tentação para fazer o contrário é grande, é isso que diferencia os inteligentes e quem está à altura dos medíocres. Não basta dar a ideia de que está tudo bem e preciso tudo fazer para que isso seja de facto realidade.

O chavão de que todos somos poucos para mudar a Madeira nunca foi tão atual mas isso significa também respeitar o passado do Partido e de quem lutou para que hoje as coisas sejam mais fáceis. É bom não esquecer a nossa realidade recente, a recuperação que foi operada, com o esforço de muita gente, para que um PS-M, com uma representação parlamentar de apenas 5 deputados, possa fazer história passando, dessa infeliz circunstância, para um Partido que ganha eleições e/ou que forme governo, será um case-study.

Está demonstrado que o modelo de desenvolvimento do PSD está mais do que esgotado, que mesmo bem espremido nada mais tem para dar e claro está que uma grande maioria já se apercebeu disso, para o que contribui uma política de carro da bomba, que acorre a tudo de que há queixas e que não foi resolvido nos últimos anos, mau grado os alertas, agora na esperança de reverter o que já está sentenciado. Enganaram as pessoas, fizeram promessas e mais promessas que só serviram de engodo e serão essas mesmas que darão a vitória, desta feita, ao Partido Socialista porque ele é a esperança.

Mas essas pessoas querem ser esclarecidas, precisam de saber o que temos para dar, para mudar, para rever, precisam de saber o que faremos nos portos, na educação, na saúde, na habitação, nos transportes, na mobilidade, como atrairemos os nossos emigrantes, aqueles que nos deixaram por causas das más políticas do PSD, como diversificaremos a nossa economia, como dinamizaremos a zona franca e é precisamente a isso que os Estados Gerais do Partido Socialista têm vindo a dar resposta.

Vamos virar a página.