Curate Primus Minister!

O Primeiro-Ministro António Costa, numa sua curta passagem pela Madeira - apenas para fins partidários como lhe é hábito - declarou-se OBCECADO.

Obcecado com todo o País, e não apenas com a Madeira.

Confesso que fiquei mais preocupado do que estava, pois antes sempre considerei Costa mais um “aparatchick” partidário de que um estadista. É o que o distingue de Rio. Enquanto este faz política em função do Interesse Nacional, subordinando a Este os jogos e apetites partidários - e paga por isso - Costa subordina tudo e todos ao que é do interesse do Partido Socialista.

Não hesitou em trazer o fascismo comunista para a área da governação, só para resolver o problema de o seu Partido não ter ganho as últimas eleições nacionais, bem como resolver o risco que, por causa dessa situação, poderia correr como líder dos socialistas.

Mas, depois desta sua última e volátil passagem pela “colónia”, mais preocupado fiquei.

Não porque ele mantivesse o seu habitual e estrondoso silêncio sobre afinal o que quer para futuro da nossa terra, não se assumisse nos assuntos que verdadeiramente nos interessam.

Já é costume.

Mas por se ter declarado OBCECADO com o País, Madeira inclusive!...

Obcecado é uma pessoa “que está submetida a uma ideia fixa, que não consegue pensar noutra coisa, que tem uma obsessão, que persiste, teima em alguma coisa condenável”.

O Professor Doutor Fernando Ilharco qualifica a obsessão:

“É uma ideia patológica que invade a consciência contra a vontade do doente e de forma incoercível e quase sempre acompanhada de imensa ansiedade, muito embora haja manifesta desproporção entre a angústia do doente e a futilidade ou improbabilidade do perigo temido e que a Obsessão representa.

Existe perfeita consciência do carácter patológico do sintoma, e a luta travada pelo doente é tanto mais dolorosa quanto é certo quase sempre conduzir ao fracasso: a Obsessão reaparece, sempre igual a si mesma, sem dar tréguas ao doente.

O caracter compulsivo do sintoma é o que torna a Obsessão mais desagradável e mais incómoda. Todas as ideias, por mais variadas que sejam, se podem tornar obsessivas, mas são mais predominantes as que contrariam os pensamentos e as ideias normais do doente.

A Obsessão pode apresentar-se em indivíduos normais (com fragilidade psicoafectiva), ou surgir como sistema único de doença (psiconeurose obsessiva) ou associar-se com sintomas de outras doenças (psicastenia, melancolia, esquizofrenia).

Para a maioria dos Autores, a causa da Obsessão é filiada em motivos de ordem psicanalítica, isto é, em traumas sofridos na infância. Por isso o seu tratamento consiste, em especial, na psicoterapia, associada a ansiolíticos” (fim de citação).

​Pronto. Está tudo explicado.

Está explicado porque é que António Costa não se pronuncia, nesta fase do campeonato em que o Povo Madeirense tem o Direito de saber com que linhas se cose, com o que conta no futuro, está explicado o silêncio sobre o futuro da Autonomia Política.

Intensa ansiedade, angústia, desproporcionadas ante a improbabilidade do perigo temido que a Autonomia representa para Ele e camaradas. Uma obsessão que lhe reaparece sem lhe dar tréguas.

Está explicado o silêncio socialista quanto à Dívida Histórica do Estado português para com o Povo Madeirense - inferior ao valor que o Estado doou à Caixa Geral de Depósitos para salvar o regime político - sucedendo antes que Costa e os seus têm a consciência invadida no sentido de colonialmente nos obrigar A PAGAR DUAS VEZES, depois de saqueada a nossa terra ao longo de séculos.

A imposição falsa de que “a Madeira é que deve” resulta do carácter compulsivo do sintoma patológico que apoquenta o socialismo e que os leva ao temor de uma “independência”, preenchendo mesmo características de esquizofrenia.

Deste modo está também explicado o silêncio matreiro sobre a obrigação de o Estado cumprir as suas obrigações constitucionais para com a Madeira nas áreas Transportes, Educação, Saúde, Habitação, bem como o silêncio sobre, sim ou não, a defesa na União Europeia de um Sistema Financeiro e Fiscal específico para a nossa Região Autónoma.

A política socialista para a Madeira degradou em “opera bufa” a “opera seria” de Gounad, fazendo Costa de Mefistófeles e o seu candidato de dr. Fausto. Onde nem falta a criação repressiva de uma “polícia municipal” entregue desde já ao sectarismo partidário... e forasteiro como, no caso deles, não poderia deixar de ser.

A nível nacional, a obsessão de Costa também explica uma das maiores instabilidades nacionais de sempre no campo social, greves inadmissíveis nas áreas Saúde - com pessoas a falecer em consequência - Transportes, Justiça e Segurança. Greves inadmissíveis porque de Segurança Nacional se trata!

A obsessão justifica ainda a INCOMPETÊNCIA, mais do que comprovada na repetição dos erros do Governo socialista nos incêndios do Continente, também com pessoas a morrer; na bandalheira impune que levou a assaltos e roubos de armas em quartéis; na transformação da TAP, que foi orgulho dos Portugueses, numa das empresas do ramo pior classificadas a nível mundial.

E é resultado também de obsessão, a destruição da classe média a que os Governos socialistas vêm procedendo sob o aplauso da pseudo-esquerda fascista, PCP e “bloco”. O caso dos Professores, dos Bombeiros, das Forças de Segurança e da Função Pública são prova disso.

Primus Minister!

Por favor pare de INSTRUMENTALIZAR o Povo Madeirense para os seus maus desígnios. As eleições regionais nada têm a ver com uma taça para pôr na vitrine das “conquistas” do Seu Clube!

Não queremos ser uma Venezuela! Não nos impinja a visível mediocridade do socialismo “madeirense”!

Governe as competências da República com posição de Estado!

Ou então, deixe-nos em paz!

Deixe-nos ir à vida.