Distorcer socialista

1. Foi notícia na semana passada que afinal poderia estar em causa a forma encontrada pelo Governo Regional para ajudar as famílias madeirenses, com estudantes na universidade e que não conseguem adiantar 400 ou 500 euros para uma passagem dos seus filhos de vinda a casa.

Não está em causa o modelo inventado pelo Governo da Madeira para fazer aquilo que os socialistas e as esquerdas deliberadamente não querem fazer em Lisboa – como era justo e tem sido inúmeras vezes solicitado-, porque pensam que assim ganham votos, com as famílias descontentes.

Mas não é com estas atitudes de “brincadeirinha tonta”, que só prejudica as famílias, as preocupa e sobressalta, que os socialistas da Madeira vão ganhar votos.

São coniventes com isto porque não têm nada de novo a propor e estão numa postura de quanto pior melhor!

Na verdade, o novo obstáculo colocado à solução gerada pelo executivo madeirense vem de… (adivinha?). Claro que sim. Do Ministério das Finanças e da Direção Geral de Finanças! Não podia ser de outro lado.

Agora exigem que a cópia do Cartão do Cidadão seja autenticado. Querem facilitar? Não. Querem dificultar e fazer todo o possível para atrapalhar esta solução, que ajuda as famílias da Madeira e do Porto Santo mas que não interessa aos objetivos eleitoras dos socialistas. Uma vergonha que temos de denunciar!

2. Numa corrida de governantes a visitar a Madeira por tudo e por nada, os socialistas colocaram todo o aparelho do Estado ao serviço da sua campanha eleitoral, em favor do escolhido por Lisboa para ser candidato aqui.

No fim da semana que passou, mais umas vindas, para fazer coisas com a Câmara do Funchal.

Assim, assistimos ao ridículo de termos um Presidente da Câmara do Funchal, o vice-presidente, um Secretário de Estado e de uma Diretora Geral do Consumidor, vinda de Lisboa, todos a assinar papeis para pousar para a fotografia e anunciar uma grande novidade: a Câmara do Funchal vai criar um Centro de Informação Autárquico ao Consumidor – CIAC.

O que nenhum dos presentes em mais esta montagem foi capaz de dizer é que em 22 de junho de 2006 foi publicado um aviso, número 1546/2006, emitido pela CMF no Diário da República, onde foi precisamente criado um Centro de Informação Autárquico ao Consumidor – CIAC.

Se entretanto a Câmara acabou com o serviço e agora quer voltar a ter, é ridículo que vá buscar a Lisboa algo que existe na Região Autónoma da Madeira como serviço e que pode naturalmente apoiar tal pretensão.

Mas compreende-se. Fica sempre mais “chique” se for feito com pessoas de Lisboa.

Tão chique quanto provinciano!