Votar com razão, penso como Marcelo Rebelo de Sousa

Neste ano os madeirenses e porto-santenses são chamados a participar em três atos eleitorais bem distintos.

Europeias, Nacionais e Regionais. Destas três eleições não tenho dúvidas que as mais participadas, as que mais nos dizem respeito, são as Eleições Legislativas Regionais. Não é que as outras não sejam igualmente importantes, mais ainda quando o mundo em que vivemos está cada vez mais globalizado e interligado e as decisões tomadas em Bruxelas ou em Lisboa acabam sempre por nos afetar, além do mais somos cidadãos europeus e portugueses, mas a escolha dos nossos órgãos de governo próprio, para os próximos quatro anos, até 2023, senão for antes, exige redobrada reflexão e atenção.

Nos últimos anos, seja qual for o ato eleitoral em causa, inclusive Eleições Autárquicas e Presidenciais, temos assistido, no país, em geral e na Região, em particular, a um significativo e preocupante aumento da abstenção. Já todos sabemos que, ao contrário de alguns países, em Portugal, na Madeira e Açores, não é obrigatório votar, mas é e será sempre um dever cívico e que há mais legitimidade moral em criticar a política e os políticos, as opções partidárias e governativas, participando, do que apenas reclamando, em especial, quando apenas e somente se diz mal de tudo e de todos, metendo todos no mesmo saco, tomando a árvore pela floresta, como se fossemos todos iguais, no pior sentido.

O caminho da abstenção, que paulatinamente vem sendo trilhado, é muito perigoso, sendo certo que a culpa não é exclusiva dos cidadãos, também nós políticos somos culpados, sobretudo aqueles que muito dizem e pouco fazem, que tudo e mais alguma coisa prometem, que hoje dizem isto e amanhã o seu contrário, que “rasgam a palavra dada” e defraudam as pessoas, aquelas que fazem parte dos seus slogans de campanha.

Um dos perigos, ao deixar-se que sejam poucos a escolher quem nos representa e governa, é o cair-se no populismo, cada vez mais frequente em todo o lado, daí ser assaz pertinente que se pense bem relativamente ao que o Senhor Presidente da República, recentemente, advertiu.

Marcelo Rebelo de Sousa foi bastante claro no que disse tanto para os eleitores como aos candidatos a cargos públicos, o que corroboro em absoluto, embora não tenha nele votado.

Desde o apelo ao voto, passando pelo bom senso, aos cuidados a ter com as promessas impossíveis de cumprir, logo gratuitas, à análise cuidada do percurso de cada um, à arrogância, populismo e radicalismo.

Tudo isto são, de facto, questões que a todos dizem respeito e que põem em causa o exercício e razão de ser da democracia, bem como o nosso bem-estar e futuro coletivos. Há, pois, que agir, e a melhor forma de agir é votando com razão, para que 2019, seja aquilo em que acreditamos e os anos seguintes sejam belos e bons para todos. A alternativa está no Partido Socialista.

Bom Ano Novo, com muita Confiança.