A missão

Não há forma de olhar em frente, sem nos imbuirmos do legado que trazemos. E não há maneira de iniciar 2019 e de continuar um bom trabalho em prol das pessoas, se não fizermos um balanço da nossa ação política no ano passado.

Aprendi, muito cedo, que a política deve ser encarada como uma missão. Que não deve ser feita de umbigos e anseios próprios, mas de uma dedicação à causa pública, aos problemas das pessoas e à apresentação de verdadeiras soluções. Independentemente da posição onde se esteja, esse espírito de missão deve elevar-se para que se debatam as melhores propostas para uma cidade e uma Região melhores.

Desde o início do seu mandato e, muito especialmente no ano 2018, a Vereação do PSD na Câmara Municipal do Funchal tem-nos orgulhado pela maneira construtiva com que se tem apresentado e como, em consonância com o Grupo Municipal do PSD, na Assembleia Municipal, do qual muito honrosamente faço parte, tem colocado em cima da mesa propostas, recomendações e requerimentos para melhorar a qualidade de vida de todos os Funchalenses.

Cada um desses documentos é fruto de um trabalho de proximidade. Das sugestões e das opiniões dos munícipes, de conhecimento e de exploração do terreno, de saber dar o melhor mesmo quando se está na oposição. É saber trabalhar de forma construtiva, para honrar promessas e corresponder às expectativas de quem nos elegeu e, no global, para elevar a qualidade de uma cidade, neste caso e lamentavelmente, cada vez mais, sem rumo.

Ao longo do último ano, foram levados às reuniões de Câmara mais de cinquenta dossiers, sobre os mais diversos assuntos; desde propostas de deliberação, cuja maioria foi reprovada, a pedidos de informação, cuja maioria também não foi facultada, até recomendações sobre assuntos que nos dizem respeito a todos.

Orgulha-nos que propostas como a da atribuição da tarifa social da água aos bombeiros do concelho ou a da criação de um parque infantil nos Jardins do Lido e de um parque específico para cães tenham sido apresentadas pelo PSD e aprovadas em reunião de Câmara.

Ainda assim, por outro lado, muito nos entristece que não se tenha dado o devido valor a propostas como a da devolução de uma maior taxa de IRS aos munícipes; à da extinção da derrama municipal; à da criação do Fundo Municipal de Emergência Social; à da Prestação de Apoio Domiciliário para idosos; à da atribuição, a jovens casais, de terrenos camarários para construção de habitação própria; ou às propostas de alargamento da Vereda do Poço Barral e do Caminho do Lombo, todas elas reprovadas pela Coligação Confiança.

​Além disto, e sempre com o intuito de estar na autarquia de forma construtiva e verdadeiramente presente, os vereadores e as vereadoras do PSD solicitaram distintas informações à coligação que não foram facultadas (sabe-se lá porquê). Questões, por exemplo, como o estudo que sustenta a criação da Polícia Municipal; a identificação dos prédios efetivamente reabilitados pela Câmara Municipal do Funchal; ou até o ponto de situação relativo ao Gabinete da Cidade ficaram por responder.

Por outro lado, e num trabalho conjunto, que surge, sempre, também, do descontentamento ou das sugestões da população, na Assembleia Municipal do Funchal, o PSD tem-se pautado por vincar aspetos que fazem parte do dia-a-dia dos Funchalenses e que precisam de ser debatidos, trabalhados e melhorados.

Neste âmbito, por exemplo, propostas de recomendação em torno de uma verdadeira política de estacionamento ao serviço dos munícipes e para dinamização do comércio local; de uma gestão de água mais eficiente; ou de mais investimento na melhoria da qualidade de águas balneares do nosso concelho; e, ainda, um voto de protesto pelo estado de degradação e abandono das hortas urbanas foram lançados, entre outros muitos temas, ao debate pelo Partido Social Democrata.

Foi um ano de muito trabalho. Provavelmente de erros e de muitos aspetos a melhorar mas, certamente, um ano em que dissemos “presente!”, em que soubemos que caminho queríamos seguir, em que ouvimos as pessoas e estivemos de corpo e alma a trabalhar pelo Funchal. Sem voltar costas a quem nos elegeu; sem esquecer quem se manifestou para que apresentássemos as nossas propostas; sem colocar de lado, qualquer contributo. Na Câmara e no Funchal, no voo que mais queremos fazer: o de ajudar os Funchalenses.

2019 será um ano de mais trabalho. Sempre para e pelo Funchal. Sem brincar, sem virar costas, sem interromper desígnios e compromissos. Afinal, para os social democratas, a política é uma verdadeira missão.