Há sempre um novo começo...

O Ano Novo já cá está. 2019 chegou molhado, mas com todo o seu esplendor para deleite dos espetadores maravilhados a ver o espetáculo do fogo de artifício, a comer as passas e a pedir desejos, a traçar objetivos, metas, a fazerem as tão badaladas “resoluções de Ano Novo”. 

Serão as mesmas resoluções do ano passado? Ou essas foram concretizadas e são feitas novas a realizar neste ano que ainda agora começou? Cada um sabe de si. O que quer, a que se propõe, de que forma…

Todos os anos, como tudo na vida, têm o seu fim. Tudo acaba por ser um ciclo. Costumo dizer muitas vezes que “Tudo tem um fim, mas, após cada final, há um novo começo”. E considero esta realidade uma das mais importantes a termos em mente ao longo da nossa vida.

O verdadeiro segredo para uma vida feliz, na minha opinião, está em saber-se que, efetivamente, tudo tem um fim. Mas após esse fim cabe-nos decidirmos se ficamos paralisados pelo golpe proferido pelo mesmo ou se erguemos a cabeça, com dignidade e amor-próprio, e traçamos um novo começo, uma nova história da qual seremos protagonistas.

Muitas pessoas, não alcançando os objetivos a que se propõem, ou então quando lhes é retirada a possibilidade de concretizarem os seus sonhos, desistem. Simplesmente baixam os braços, sentindo-se destroçadas, traídas, maltratadas psicológica e emocionalmente. É uma espiral descendente de tristeza, frustração, angústia e desespero. As dúvidas sobre as suas capacidades de persecução e realização de objetivos começam a surgir, dominando o pensamento que começa a turvar com tanta insegurança e insatisfação. A autoconfiança vai desmoronando com o baixar dos braços, e a impaciência passa a ser a fiel companheira nesta jornada de autodestruição.

Todo este cenário que descrevo, apesar de parecer dramático e exagerado, infelizmente é real. É o dia-a-dia de inúmeras pessoas que, por algum motivo, não conseguiram enxergar que o fim de algo é a possibilidade de começar de novo e de se fazer ainda melhor! Não há impossíveis! Mas sem foco, sem determinação, sem motivação, sem se acreditar é mais (muito mais) difícil!

O fim de algo pode trazer medo e a resposta natural de qualquer ser humano será de luta ou de fuga. Apesar da fuga parecer o caminho mais fácil, a médio/longo prazo será o mais complicado. A luta, por sua vez, dá trabalho, cansa, desespera, mas os frutos que se podem colher no futuro serão certamente muito compensadores e fazem desaparecer todo o sofrimento que algum dia possa ter existido. E neste caminho, por vezes tumultuoso, cai-se e de seguida levanta-se e, quando se chega aos objetivos inicialmente propostos, olhando para trás, vê-se um caminho, uma história, uma marca no mundo, na vida de alguém, na própria vida.

A vida faz-se de ciclos, de fins e novos começos, de fracassos e vitórias, de histórias de vida com conteúdo e outras com menos conteúdo, mas todas elas importantes aos olhos de quem as vive.

Triste será ser-se espetador da própria vida, que possa correr ao sabor de vontades alheias. A felicidade está em conseguirmos ter o controlo, o rumo da nossa vida nas nossas mãos, lutarmos por aquilo em que acreditamos, nunca desistirmos daquilo que para nós é importante, lutar, lutar muito por aquilo que queremos e conseguirmos ser autores, protagonistas e realizadores do filme da nossa vida!

O que acaba agora pode começar de uma nova forma no instante seguinte, basta acreditar e lutar! Há sempre a possibilidade de um novo começo!