Diferenças, deficiências e convivência

Os temas de pessoas com deficiências e diferenças: idade, pobreza, religião…risco de estigma, estão aí (3 dez.) para promover e motivar o contentamento e auto-estima e prevenir insatisfações por serem “diferentes”. Equilibrar auto e hétero motivações de satisfação constitui um desafio no tempo dos likes do Facebook.

As diferenças associadas a deficiências e limitações trazem consequências, podem afetar a satisfação pessoal e tornar as pessoas menos felizes e infelizes. Podem levá-las a ocupações de valor ou a reforços de fakenews e mitomanias. Quando as deficiências no equilíbrio psicológico estão ligadas a traços de personalidade as probabilidades de efeitos indesejáveis aumentam para os próprios e para os circunstantes; a corrupção pode dar sinal. Alguns efeitos e consequências negativas surgem correlacionadas com as deficiências e os traços de personalidade, outros com inclusão exclusiva com pares.

Estes efeitos, não se generalizam a todas as pessoas com determinada deficiência. Generalizar, neste caso, não é científico. Contudo, as desvantagens e comportamentos indesejáveis podem aumentar nos grupos exclusivos de pessoas com deficiência/diferença quando arrumadas em instituições e guetos com muitos pares.

Também é evidente que as diferenças não permitem que todos possam fazer tudo como os outros; que todos têm direito a tudo por igual, a fazer tudo o que é bom, passar por todas as experiências possíveis da vida, exercer toda e qualquer profissão, abraçar todas as vocações e missões boas na sociedade e na Igreja. Jesus Cristo diz-nos que um recebeu dez talentos, outro, cinco e o terceiro, um, para fazer o bem.

Alguns traços de personalidade, deficiências e limitações tornam algumas pessoas ainda mais frágeis e frustradas por deficiências e limitações quando isoladas da restante população e terem que viver só com outros limitados; tendem a manifestar mais desvantagens negativas para elas e para o seu grupo. Segundo as leis das probabilidades, nos grupos em que duplicam e triplicam as percentagens de pessoas frágeis, na mesma proporção crescem as desvantagens para elas e para os que estão à sua volta. Os guetos de pobreza, religião, etc. e os condomínios de luxo com pessoas frágeis tornam-se subculturas desvantajosas para as instituições e para as sociedades.

E mais ainda, se nelas houver desproporção de diferentes e corruptos…O corpo grupal e social torna-se canceroso. Não será isto que está a acontecer com o fenómeno crescente da corrupção e das fragilidades, incluindo as de pedofilia? Um sociólogo americano apresentou recentemente um estudo que mostra que sendo a proporção normal de homossexuais na sociedade cerca de 2%, concentrar até oito vezes dos primeiros num grupo, seminário ou diocese, os abusos de menores e outras desvantagens podem também aumentar proporcionalmente (cf.Erro! A referência da hiperligação não é válida.; 10.11.2018). Voltando ao tema de contentamento e descontentamento em pessoas com limitações, deficiências e diferenças, podemos verificar que quanto mais se juntam no mesmo grupo pessoas dessas mais se acentuam as subculturas estigmatizadas e as desvantagens para os grupos e sociedades.

Este fenómeno verifica-se cada vez mais nas favelas de pobres, com mais vítimas e miséria; e nos grupos e instituições monográficas de deficientes, idosos, dependentes em cuidados continuados em que a segregação e concentração desproporcionada. Aumentam o estigma.

A solidão niveladora gera descontentamento e desvantagens. Quando possível, os idosos acompanhados e assistidos a domicílio, os deficientes integrados nas comunidades, os assistidos nas unidades só no tempo indispensável e visitados por familiares ficariam beneficiados, eles e a sociedade. A todos convém oferecer condições de vida diária o mais possível semelhantes às da vida em sociedade. A segregação e exclusão aumentam o estigma e as frustrações, estreitam o leque de relações e ocupações e reduzem a autoestima e autonomia dos utentes. Não encontro uma pessoa das minhas conhecidas que me queira acompanhar, lamentava-se uma pessoa em solidão. Inclusão realiza-se com mistura e convivência!