O que quero fazer da minha vida

O desmantelamento de tais mitos junto dos jovens é um objetivo preventivo muito apropriado para estas idades.

O meu pai faz-se de parvo mas sabe que fumo. (…) Está sempre a dizer-me que se pudesse voltar atrás, faria outras coisas para as quais não teve tempo (…). Arma-se em pai moderno, diz-me coisas do tipo: “Faz o que quiseres da tua vida mas tens de nos respeitar (…).” Diz-me que já sou suficientemente crescido para saber o que quero fazer da minha vida.

É desta forma que inicia o primeiro vídeo da história de Alex e Salva e daquilo que esperam dos consumos de drogas (nomeadamente da cannabis), e do que estas realmente lhes oferecem.

Alex e Salva são dois jovens de dezassete anos, que vivem a vida como muitos jovens. Fumam, saem, jogam, riem, falam, faltam às aulas, engatam.

Os capítulos e a história de Alex e Salva são construídos para facilitar a reflexão por parte dos jovens sobre até que ponto é que esses benefícios do consumo são realmente tal como esperam.

Em cada capítulo, Salva e Alex encontram-se numa situação diferente. Além deles e do seu meio habitual, cada um dos capítulos mostra uma parte da perceção que se tem dos benefícios do consumo de drogas, e que representam alguns dos mitos mais centrais e importantes relativamente ao consumo de drogas juvenil.

Com o programa CAPPYC (Cannabis Prevention Program for Young Consumers) pretende-se ampliar as possibilidades de trabalho educativo com adolescentes e jovens dos 15 aos 18 anos aproximadamente, no âmbito da educação em valores e com o fim de contribuir com atividades e instrumentos que favoreçam que a relação entre jovens e drogas que ocorre já nestas idades se dê num contexto de máxima informação e, portanto, máxima liberdade e autonomia.

O programa CAPPYC baseia-se num material audiovisual que contém um conjunto de excertos da história de Alex e Salva e tem como objetivo mostrar que um dos motivos pelo qual os jovens consomem determinada substância tem que ver com perceções/ideias criadas com base em mitos sobre os seus benefícios.

O desmantelamento de tais mitos junto dos jovens é um objetivo preventivo muito apropriado para estas idades.

Entre o 15 e os 18 anos, a versão negativa das drogas já foi formulada vezes suficientes. Já foram informados dos riscos que envolve o consumo. Agora é altura de discutir os benefícios, de passar de um discurso negativo do consumo a um discurso desmistificante dos benefícios: De certeza que é divertido? Tens a certeza que estás mais perto dos teus amigos? Esqueces-te realmente de tudo?

O Instituto de Administração da Saúde, IP-RAM, através da Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências, ao associar-se ao projeto CAPPYC, co-financiado pela Comissão Europeia e desenvolvido pela Fundación de Ayuda contra la Drogadicción (FAD), em consórcio com organismos institucionais de Espanha, Itália, Roménia e Portugal, dirige-se aos adolescentes e jovens em idade escolar, convidando-os a pôr em questão, a dar a volta a situações tal como ocorrem na realidade e, conforme a sua capacidade para refletir sobre o que dizem, fazem, ou vêem irão obter um maior campo de ação sobre as suas próprias vidas. JM