Mãe de Beatriz Lebre reage à morte do assassino da filha

Redação

Paula Lebre, a mãe de Beatriz Lebre, a jovem assassinada em maio por Rúben Couto, um colega da faculdade que queria manter a todo um custo uma relação amorosa com a vítima, reagiu esta segunda-feira ao suicídio do homicida, ocorrido na cadeia.

"Nunca fui de acordo e continuo ainda a não concordar com a pena de morte (em qualquer circunstância). Não só porque desejo viver numa sociedade com elevado nível civilizacional , mas também porque não havendo sistemas infalíveis prefiro um culpado livre do que um inocente no corredor da morte", começou por escrever Paula Lebre, continuando: "Numa sociedade que não mata quem matou, deveria haver , no mínimo, mais respeito pelas vitimas. Uma sociedade que não mata quem matou nunca deveria preocupar-se em vasculhar imperfeições nas vitimas com intenção de encontrar justificação para a crueldade de um assassino. Numa sociedade que não mata quem matou devia de imediato e incondicionalmente proteger as vitimas. Sirva esta historia para corrigir e melhorar os nossos valores".

"Por isso, as minhas condolências à família de Rúben Couto. Não é possível medir sofrimentos, mas uma morte é uma morte. Quando morre uma criança ou um jovem é sempre uma perda para as famílias como para a sociedade. É perda de património Humano. O valor da vida deve sempre ser o supremo de uma sociedade que se diz de direito e de humanos", terminou.