Covid-19: Costa afirma que Governo vai apertar e clarificar restrições de circulação

Lusa

O primeiro-ministro afirmou hoje que o Governo vai "apertar um bocadinho" e clarificar as regras de circulação, sobretudo no período da Páscoa, e avisou que abril vai ser um mês "perigosíssimo" em termos de propagação da covid-19.

António Costa anunciou esse passo do Governo no programa de Cristina Ferreira, na SIC, depois de questionado sobre em que moldes se iria prolongar por mais 15 dias o estado de emergência em Portugal.

"Vamos adotar medidas mais claras para que as pessoas percebam que no período da Páscoa não podem mesmo andar a circular e devem ficar na sua residência permanente. Acho que vamos ter de apertar um bocadinho, dando um sinal mais claro de que não é mesmo época para andarmos de um lado para o outro", declarou o primeiro-ministro.

Neste programa, António Costa e Cristina Ferreira estiveram sempre sentados em dois sofás distantes e separados por uma mesa, e o tema único da conversa foi o da evolução do surto do novo coronavírus em Portugal, e consequências económicas e sociais a prazo.

O primeiro-ministro procurou sobretudo deixar uma mensagem, tendo em vista a aproximação da Páscoa.

"Os últimos dias dizem-nos que o ritmo de crescimento está menor, o que pode ser um bom sinal, mas este mês é perigosíssimo, em primeiro lugar porque há a Páscoa - um momento muito difícil para todos nós e temos de vivê-la este ano de uma forma radicalmente diferente daquela que estamos a viver", afirmou.

António Costa pediu então às pessoas para que "não vão à terra visitar os seus familiares e fiquem mesmo na sua casa".

"Há uma coisa duríssima, mas acho que é preciso dizer aos nossos compatriotas que vivem fora, na França, no Luxemburgo ou na Alemanha. Este ano não venham, fiquem. Além do mais, se vierem, não podem sair de casa", observou.

No contexto deste apelo, o líder do executivo reforçou ainda que "as famílias numerosas vão ter que estar juntas separadas (com cada qual nas suas próprias casas) no período da Páscoa".

"Este não é ano para fazermos grandes almoços de Páscoa", acrescentou.