Testes diagnósticos que Portugal anunciou que ia comprar à China mostram-se ineficazes em Espanha 

Os cerca de 340 mil testes diagnósticos que a Espanha comprou à China não estão a funcionar corretamente.

A notícia avançada pelo 'Jornal de Notícias', adianta ainda que o material adquirido não está a ser eficaz. Os testes rápidos que pretendiam massificar os diagnósticos do número de infetados, em menos de 15 minutos, de forma a ter dados reais de contágio na vizinha Espanha, não está a ter os resultados espetáveis. Recorde-se que o Governo português anunciou, esta semana, a compra de 80 mil testes rápidos à China.

Segundo o jornal espanhol 'El País', os testes fabricados pela empresa chinesa Bioeasy, têm uma sensibilidade de 30 por cento ao vírus, quando deveria ser de 80 por cento. O alerta foi dado pelos laboratórios espanhóis de microbiologia que ensaiaram os testes em laboratório. Estes profissionais apontam que, a percentagem de falsos negativos é demasiado alta para que o método possa ser considerado fidedigno. "Com esse valor (30%), não faz sentido usar estes testes", refere um dos microbiólogos.

O grupo de investigadores do Instituto de Saúde Carlos III, tutelado pelo Ministério da Saúde, que analisou os resultados aos testes adquiridos à China, recomendou, segundo o 'JN', que o Governo espanhol continuasse a privilegiar o atual método utilizado que deteta a molécula do vírus a partir de uma amostra recolhida por um tubo inserido pelo nariz ou pela boca.