Menina de 12 anos que foi para as urgências da CUF “com dores nas costas” morreu após ter alta

Leonor, de 12 anos, morreu no dia 22 de dezembro após ter estado nas urgências da CUF com dores nas costas. A mãe da menina, Xana Martinho, veio agora a público esclarecer as causas da morte da filha.

Segundo o Correio da Manhã, Leonor começou a queixar-se que tinha dado “um jeito às costas” no dia 17 de dezembro, contudo, desdramatizou o episódio. Na manhã seguinte, uma vez que as dores continuavam, Xana decidiu levar a filha até às urgências da CUF do Monte da Caparica.

“Foi a pediatra da Leonor que estava de serviço. Observou-a, pediu análises à urina para despiste de infeção urinária e como estas estavam com valores normais, medicou-a para um problema muscular que deveria à partida desaparecer em 3, no máximo 5 dias", explicou a mãe da menina.

Na quinta e na sexta-feira, Leonor mostrou melhorias com a medicação, mas na madrugada de sábado a menina já não conseguiu dormir porque “não arranjava posição para se deitar". Dada a situação a mãe decidiu voltar às urgências, no sábado.

"A Leonor entrou cheia de dores, com pulseira laranja (a 2ª mais grave). Fomos atendidas por uma pediatra que nem a camisola lhe mandou tirar. Mandou aplicar-lhe por via intravenosa, a medicação que ela tinha estado a tomar em casa: diazepam, paracetamol e cetorolac. A Leonor adormeceu quando estava a receber o tratamento (estava exausta), mas quando acordou começou novamente a gritar com dores", descreveu a mãe.

Após a segunda visita, Leonor e mãe saíram do hospital com o aconselhamento de que a menina deveria marcar uma consulta de pedopsiquiatra porque estava na "adolescência" e que se não houvessem melhorias, a solução seria marcar com um ortopedista ou pediatra.

Nessa mesma noite, a menina entrou em hipotermia e começou a ficar com manchas roxas no corpo. Xana chamou o INEM e Leonor foi encaminhada para o Hospital Garcia de Orta onde chegou "hipotensa e com taquicardia".

"Fizeram-lhe análises ao sangue, TAC ao tórax, raio-x, tudo o que na CUF não fizeram. O sangue estava normal, não tinha pneumonia, mas a TAC ao tórax acusava o músculo cheio de sangue. Os médicos iam fazer-lhe uma TAC ao cérebro quando a minha menina entrou em paragem cardíaca. A primeira vez conseguiram reanimá-la, na segunda o coraçãozinho dela não resistiu", contou a mãe.

A família aguarda agora pelos resultados da autópsia.