Português sob o efeito de cocaína foge à polícia a alta velocidade na Galiza

Um português de 26 anos, natural de Chaves, protagonizou uma cena digna de um filme de ação. O homem foi detido na madrugada de segunda-feira, em Verín, na província de Ourense, Galiza, depois de ter fugido de uma patrulha do destacamento de Trânsito da Guardia Civil até ser apanhado sob efeito de droga e com a carta de condução suspensa.

De acordo com o JN, o condutor seguia num Volkswagen Golf, com matrícula de Portugal, que não tinha os espelhos retrovisores externos. Uma patrulha do destacamento de tráfego da Guardia Civil de Verín mandou o português parar, mas este ignorou a ordem e fugiu a alta velocidade durante 114 quilómetros.

Segundo o jornal La Voz de Galicia, citado pela mesma fonte, os agentes seguiram o condutor a uma distância segura, enquanto um dispositivo foi montado com as patrulhas de segurança civil do comando de Ourense, que estavam de plantão na área para intercetá-lo.

O português circulou a toda velocidade para Rante (San Cibrao das Viñas) e lá tentou despistar a patrulha deixando a autoestrada para depois entrar numa estrada no sentido oposto, em direção a Benavente. As patrulhas de segurança tentaram bloqueá-lo, mas o condutor não parou e virou para a N-532 (fronteira portuguesa-Verín), onde a saída já estava bloqueada por outras duas patrulhas.

Longe de sequer travar, o suspeito acelerou e tentou quebrar a barreira dos carros-patrulha, atingindo um deles até ficar finalmente parado. Uma vez identificado, verificou-se que era um homem português e que tinha a carta de condução suspensa em Espanha até 4 de junho de 2020.

De acordo com o jornal Faro de Vigo, o homem foi submetido a testes de álcool e deteção de drogas, mostrando resultados positivos de consumo de cocaína.

O português é suspeito de três crimes: desobediência aos agentes de autoridade, por não obedecer aos sinais de paragem feitos pela patrulha da Guardia Civil; crime contra a segurança no trânsito, sob a forma de condução imprudente, expondo tanto a sua vida como a do companheiro a um perigo real, assim como a dos agentes da autoridade que tentaram detê-lo e os restantes condutores; a colisão com o carro-patrulha representa um suposto crime de dano intencional, de acordo com os critérios das autoridades.

O homem foi levado à Justiça e libertado com a obrigação de comparecer a tribunal no dia 1 de cada mês.