Ecolojovem assinala Dia de São Valentim pelo fim da violência e por melhor Educação Sexual

O Dia dos Namorados serviu de mote para que 'Os Verdes' se debruçassem sobre a violência no namoro e a Educação Sexual.

'Os Verdes' defendem que as rela√ß√Ķes amorosas e √≠ntimas entre os jovens, a sexualidade na adolesc√™ncia, a amizade e o namoro s√£o partes importantes da forma√ß√£o do car√°cter e da personalidade de cada pessoa, que devem exigir uma atitude e medidas de acompanhamento por parte do Estado e designadamente nas escolas.

No entanto, prosseguem, nas escolas continuam a não existir as ajudas necessárias, como os psicólogos ou os gabinetes de apoio à sexualidade, bem como a Educação Sexual continua a ser ainda uma miragem em muitos estabelecimentos. Os professores têm de ser vistos como agentes determinantes na deteção de problemas e na procura da sua solução, encaminhando para o acompanhamento, se necessário, dos psicólogos.

A Ecolojovem, ao longo do √ļltimo ano, tem promovido uma campanha juntos das institui√ß√Ķes de ensino secund√°rio com o objetivo de dar a conhecer os direitos dos jovens em mat√©ria de sexualidade. Durante a campanha foi poss√≠vel verificar a existente desinforma√ß√£o e a falta de educa√ß√£o sexual nestes estabelecimentos, bem como nos frequentados anteriormente pelos alunos.

Este tema, apesar de todos os avan√ßos civilizacionais conseguidos, continua a ser visto por muitos jovens como algo reservado, n√£o se encontrando tamb√©m, nos Centros de Sa√ļde, as respostas que n√£o exponham os jovens que a√≠ se queiram dirigir.

O PEV prop√īs que "se intensifiquem as campanhas de sensibiliza√ß√£o, informa√ß√£o e alerta a jovens para a rejei√ß√£o da viol√™ncia, incluindo a viol√™ncia dom√©stica e, dentro desta, a viol√™ncia no namoro, especialmente nas escolas, de todos os graus de ensino, e procurando, tamb√©m, a coopera√ß√£o de agentes econ√≥micos de locais onde os jovens se concentram, como bares ou cinemas".

√Č importante salientar, igualmente, que a sexualidade hoje n√£o pode ser falada como h√° dez anos quando a lei que estabelece a educa√ß√£o sexual no ensino, foi aprovada. Fora os avan√ßos tecnol√≥gicos e as novas formas de viol√™ncia que assistimos, como o ‚Äúcyberbulling‚ÄĚ, que afeta sobretudo as camadas mais jovens, como as formas de express√£o da sexualidade, se alteraram consideravelmente.

A educa√ß√£o sexual n√£o pode espelhar/mencionar apenas os riscos de contra√ß√£o de infe√ß√Ķes e doen√ßas sexualmente transmiss√≠veis ou potenciais gravidezes e m√©todos de contrace√ß√£o. √Č hoje necess√°rio abordar neste √Ęmbito as rela√ß√Ķes humanas e afetivas, a liberdade de escolha e afirma√ß√£o sobretudo no que toca √† identidade de g√©nero, bem como definir o que s√£o rela√ß√Ķes violentas e como se manifestam.

Este debate é tão mais importante quanto, mesmo que não estejam completamente quantificados, são alarmantes os relatos de violência no namoro. Os jovens ecologistas estão e estarão sempre empenhados na luta contra os flagelos da sociedade.

Por isso mesmo, no dia 14 de fevereiro, apelamos a que se proceda √† reflex√£o sobre a viol√™ncia no namoro, como forma de prevenirmos os n√ļmeros da viol√™ncia dom√©stica, que, em 2019 voltam a ser assustadores. √Č necess√°rio e urgente dizer ‚Äún√£o √† viol√™ncia!‚ÄĚ.