Governo defende ideias de protagonistas locais para dar resposta a problemas sociais

Lusa

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, admitiu hoje, em Alvaiázere, que as ideias dos protagonistas locais podem contribuir para dar resposta aos problemas sociais dos territórios de baixa densidade.

“As realidades sociais e económicas dos territórios de baixa densidade são muito distintas entre si e muito distintas daquilo que ocorre no resto do país e nas maiores comunidades. A ideia destes projetos é partir do conhecimento, pelos protagonistas locais, das necessidades locais e dos recursos que existem disponíveis”, disse Pedro Siza Vieira à margem da apresentação do concurso de financiamento de projetos de inovação social do Pinhal Interior.

Para o ministro Adjunto e da Economia, “os fundos públicos existem para apoiar as ideias e para as ajudar a crescer”.

Este apoio, reconheceu, tem contribuído para que “ao longo destes anos” tenham surgido “muitas ideias inovadoras apoiando idosos” e projetos de combate à exclusão social e digital, que não passavam por respostas tradicionais”.

“São estas coisas que queremos ver aparecer mais e isso também cria dinamismo e capacidade de fixar pessoas e encontrar novos motivos de interesse”, salientou o governante.

A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, acrescentou que “estes não são projetos muito caros, mas são projetos muito interessantes, porque permitem testar novas respostas”.

Ao lembrar os programas já existentes, que têm vindo a criar “condições de igualdade” e de “inclusão”, Maria Manuel Leitão Marques salientou que “com este milhão de euros” o Governo “discrimina positivamente esta região”.

“Se se vier a provar que a procura foi maior que a oferta, cá estaremos para reforçar o investimento”, revelou.

Pedro Siza Vieira afirmou que a resposta que é preciso “dar às necessidades dos territórios de baixa densidade não passa só pela economia, mas também pela vertente social”.

“Temos programas de impacto social muito significativos neste território. Este programa de inovação social, no entanto, é algo de verdadeiramente inovador. Trata-se de apelar à criatividade, à forma de dar respostas inovadoras a problemas sociais distintos. É, por isso, que resolvemos testar com um concurso dedicado especificamente a estes territórios, a vitalidade, a curiosidade e o entusiasmo dos protagonistas locais”, reforçou o ministro.

O objetivo é “estimular respostas inovadoras dos atores sociais desta região: empresas, fundações, autarquias, associações e instituições particulares de solidariedade social”.