Turismo desafia Governo da República a baixar o IVA no Golfe

David Spranger

Francisco Calheiros, da Confederação de Turismo de Portugal lembra que em cada 100 voltas em campos lusos, 95 são da responsabilidade de turistas.

O presidente da Confederação de Turismo de Portugal, desafiou na noite deste sábado o Governo da República a baixar o IVA no Golfe.

“Podem dizer que é um desporto elitista, mas o certo é que em cada 100 voltas de golfe realizadas em campos portugueses, 95 são feitas por estrangeiros. E se não o fizerem aqui, vão fazê-lo para outro lado, onde o IVA é mais baixo e mesmo zero”. Conforme as palavras de Francisco Calheiros, no encerramento do 44.º congresso da APAVT - Associação Portuguesa de Agências de Viagens de Turismo, que terminou hoje em Ponta Delgada.

Lembrou ainda que “muito recentemente Portugal tinha uma taxa de desemprego de 17% e agora está em cerca de 7% e para tal muito contribuiu o setor do turismo, que cria, todos os anos, entre 40.000 a 50.000 postos de trabalho”, requisitando, por isso, mais verbas para a promoção deste setor vital, da economia portuguesa.

Aliás, lembrou mesmo que no geral, a nível de competitividade, “Portugal ocupa o 34.º lugar do ranking”, mas que especificamente no que respeito ao Turismo, está no “14.º lugar”, não entendendo, por isso, a falta de mais aposta.

Francisco Calheiros retomou também um dos assuntos que dominou os trabalhos: a problemática do Aeroporto de Lisboa, no caso para denunciar o imenso tempo que os estrangeiros demoram a passar a fronteira, criando descontentamento. “Vi cerca de 400 pessoas na fila para passarem pelo posto dos SEF e das 16 boxes disponíveis, apenas três estavam abertas”, dando razão a Francisco Pita, administrador da ANA, que pela manhã tinha referido que o problema passava pela atuação do Estado e não da sua instituição.