Governo dos Açores garante que todas as notas dos alunos já foram atribuídas

Lusa

Todos os alunos do ensino básico e secundário dos Açores já têm notas atribuídas, anunciou hoje a secretaria regional da Educação e Cultura.

“De acordo com as informações prestadas pelas escolas à Direção Regional de Educação, na tutela da Secretaria Regional de Educação e Cultura, na sexta-feira estavam já fechadas as avaliações dos alunos”, adiantou a secretaria, numa nota do Gabinete de Apoio à Comunicação Social do Governo Regional.

Segundo a tutela, “até ao final de sexta-feira realizaram-se nas 40 unidades orgânicas do sistema educativo regional, que comporta mais de 38.200 alunos e cerca de 5.000 docentes, 1.908 conselhos de turma”.

Os professores iniciaram em junho uma greve às avaliações finais dos alunos para reivindicar a contagem integral do tempo de serviço congelado para efeitos de progressão na carreira.

O executivo açoriano rejeitou tomar uma decisão sobre o descongelamento da carreira docente no arquipélago, enquanto não terminarem as negociações entre o Ministério da Educação e os sindicatos de professores sobre esta matéria.

"A solução global para este assunto deve ser avaliada no seu conjunto e podem, no decurso deste processo negocial, surgir questões que não estão na área de competências da Região", reiterou o presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, no plenário de julho da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

O PS, em maioria no Parlamento açoriano, chumbou duas propostas relacionadas com esta matéria: uma do BE, que propunha que o Governo iniciasse negociações, com vista à reposição do tempo de serviço, e outra do PSD, que defendia que fosse discutida em sede de comissão, mas com caráter de urgência, um decreto regional que propunha a reposição integral da carreira docente.

Os socialistas apresentaram e aprovaram, no entanto, uma proposta que defendia que a aplicação da solução nacional da recuperação de tempo de serviço congelado se devia traduzir “na existência de uma carreira docente na região, diferente, para melhor, do que a carreira docente existente na região autónoma da Madeira e no continente".