Docentes universitários ameaçam recorrer à justiça por não pagamento de progressões

Os professores de carreira das universidades e dos institutos politécnicos ameaçam com ações judiciais contra os dirigentes das instituições de ensino superior públicas se não forem pagas as progressões remuneratórias, que estão em atraso, disse hoje fonte sindical.

Em declarações à Lusa, o presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), Gonçalo Velho, referiu que os docentes vão recorrer a tal medida se os dirigentes das universidades e dos politécnicos continuarem a protelar o pagamento, com retroativos, das progressões remuneratórias previstas na Lei do Orçamento do Estado de 2018.

"É inadmissível este atraso", assinalou, acrescentando que a atualização dos vencimentos devia ter começado a ser paga em janeiro.

Segundo Gonçalo Velho, que hoje presidiu à reunião do Conselho Nacional do SNESup, na Guarda, está em causa o pagamento das progressões remuneratórias a 14 mil docentes de carreira, que totaliza um montante de oito milhões de euros.

Até serem pagas as valorizações salariais decorrentes do descongelamento de carreiras, os professores ameaçam com concentrações em frente às universidades e aos institutos politécnicos no dia 23 de cada mês (habitualmente é neste dia que são pagos os vencimentos).

Na reunião de hoje, que juntou "várias dezenas" de delegados sindicais, de acordo com Gonçalo Velho, foi aprovada uma moção contra "a ilegalidade" no ensino superior, incluindo o não pagamento das progressões remuneratórias, a ser entregue ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao primeiro-ministro, António Costa, e aos grupos parlamentares.