Desemprego jovem cresce

Portugal foi o país da União Europeia onde foi registado um maior desemprego jovem entre Setembro e Outubro do ano passado (de 24,6% para 25,6%), em discrepância com a tendência de descida registada na maioria dos países.

A informação foi avançada pelo jornal Público, que refere dados mensais do Instituto Nacional de Estatística (INE), que serão divulgados hoje.
O mesmo jornal dá conta de diversos factores que podem justificar que um terço dos jovens continue desempregado: a formação desadequada às necessidades das empresas, a retoma do emprego em sectores que não valorizam as qualificações mais elevadas ou a reformulação dos estágios apoiados pelo Estado.
“Se olharmos para os últimos dois anos tínhamos uma taxa de desemprego jovem que estava acima dos 30% e no terceiro trimestre de 2017 tínhamos 24,2%, em linha com a evolução da taxa de desemprego global. Houve nalguns meses uma evolução em cadeia positiva, mas é normal que aconteça”, referiu ao PÚBLICO o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita, desvalorizando a situação.