Lista apoiada pela Frente Comum defende que ADSE deve manter-se pública

A lista G ao Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, composta por elementos apoiados pelos sindicatos da Frente Comum, defendeu hoje que o sistema de saúde deve manter-se público e dos trabalhadores.

“Os trabalhadores no ativo e aposentados da Administração Pública, face à alteração jurídica da natureza da ADSE, precisam de um organismo participado, defendendo o seu carácter público com o objetivo primordial de serviço aos seus associados”, defende, em comunicado, a lista que conta com Ana Avoila como mandatária e Francisco José dos Santos Braz como cabeça de lista.

“A fiscalização efetiva realizada pelos seus representantes e a defesa do carácter público, enquanto conquista secular dos trabalhadores, são princípios basilares desta candidatura”, sublinha.

Para os membros da lista G às eleições agendadas para dia 19 de setembro, “este sistema não pode servir para financiar os privados, nem para se transformar em seguro de saúde”.

“Defender a ADSE é defender um serviço que deve continuar a ser de qualidade para os trabalhadores do Estado”, sublinham.

A ADSE, sistema de saúde da função pública, enviou aos cerca de 831 mil beneficiários informação sobre o processo eleitoral, sendo que foram enviados 560 mil cartas e 271 mil mails, segundo revelou à Lusa na segunda-feira o presidente do instituto, Carlos Baptista.

Em causa estão as eleições, que se irão realizar na próxima semana para escolha dos quatro representantes dos beneficiários que irão ter assento no Conselho Geral e de Supervisão do novo instituto público.

A divulgação da informação junto dos beneficiários estava prevista na portaria publicada em julho que regulamenta o processo eleitoral.

Além da data prevista das eleições, a ADSE enviou informação sobre as listas de candidatos, o respetivo manifesto eleitoral, as formas e meios de votação e os locais para a votação, entre outras.

Os beneficiários titulares da ADSE podem votar por voto eletrónico, por correspondência ou em urna em diferentes cidades do país, estando disponíveis sete listas concorrentes.

No início deste ano, a ADSE foi transformada em instituto público, com um regime especial e gestão participada, sendo um dos seus órgãos o Conselho Geral e de Supervisão, com funções de acompanhamento, controlo, consulta e participação na definição das linhas gerais de atuação do instituto.

No Conselho Geral e de Supervisão têm assento quatro representantes dos beneficiários (que serão eleitos a dia 19), bem como três representantes dos sindicatos e dois dos reformados.

Os membros do Conselho Geral e de Supervisão terão uma palavra a dizer nas novas regras que irão permitir alargar a ADSE a novos beneficiários, como os cônjuges dos funcionários públicos, ou aos contratos individuais que trabalham no Estado.