Hoje é dia de luto nacional pela morte do arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles

Lusa

O Governo decretou um dia de luto nacional, hoje, pela morte do arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, figura central entre os pioneiros do urbanismo em Portugal, na organização do território e na sua definição como espaço de habitação humana.

Gonçalo Pereira Ribeiro Telles morreu na quarta-feira, na sua casa, em Lisboa, aos 98 anos. Foi um dos principais responsáveis pelo desenho das áreas verdes da capital, de Monsanto às zonas ribeirinhas, do Vale de Alcântara ao Jardim Amália, no Parque Eduardo VII. Destaca-se em particular o Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, que fez em parceria com Viana Barreto, pelo qual recebeu o Prémio Valmor, em 1975. É também o responsável por projetos no resto do país, como o Vale das Abadias, na Figueira da Foz.

Nascido em Lisboa, em 25 de maio de 1922, foi professor catedrático convidado da Universidade de Évora, cofundador do Centro Nacional de Cultura. Durante a ditadura apoiou a candidatura presidencial de Humberto Delgado e foi candidato nas listas da Comissão Eleitoral de Unidade Democrática. Após o 25 de Abril, foi um dos fundadores do Partido Popular Monárquico. Foi pioneiro em pastas do Ambiente, como ministro de Estado e da Qualidade de Vida.

Em 2013, Gonçalo Ribeiro Telles foi distinguido com o 'Nobel' da Arquitetura Paisagista, o Prémio Geoffrey Jellicoe, que lhe seria atribuído pela Federação Internacional dos Arquitetos Paisagistas.