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Sindicato dos Jornalistas exige “reação formal” de Leitão Amaro a pressão sobre CT da Lusa

Data de publicação
07 Maio 2026
14:30

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) condenou hoje os “atos de intimidação” contra membros da Comissão de Trabalhadores (CT) da Lusa praticados por um funcionário do gabinete do ministro da Presidência e exigiu uma “reação formal” de Leitão Amaro.

“O SJ exige uma reação formal do ministro António Leitão Amaro relativamente ao sucedido, bem como um pedido de desculpas e o afastamento deste membro do gabinete de futuras reuniões com jornalistas e representantes dos trabalhadores da Lusa”, sustenta o sindicato em comunicado.

Em causa está a denúncia feita na segunda-feira pela CT da Lusa de que foi alvo de comportamentos intimidatórios por um funcionário do gabinete do ministro da Presidência, uma conduta considerada inadequada pelo chefe de gabinete do ministro.

Para o SJ, este incidente, “protagonizado por um elemento do gabinete do ministro com tutela da Comunicação Social, constitui uma tentativa de condicionamento inaceitável num Estado de direito, onde a liberdade de imprensa e a autonomia editorial devem ser plenamente respeitadas”.

O SJ considera “particularmente grave” que este episódio ocorra num momento em que os trabalhadores da Lusa contestam os novos estatutos da empresa, “por entenderem que aumentam os riscos de ingerência política e colocam em causa direitos fundamentais dos jornalistas, constitucional e legalmente protegidos”.

“Os episódios registados nas últimas semanas envolvendo jornalistas da Lusa e representantes do poder público revelam sinais preocupantes de tentativa de pressão sobre o trabalho editorial da agência, cuja independência importa salvaguardar”, afirma o sindicato, salientando que “defender a independência e a autonomia da Lusa é defender a liberdade de imprensa e o direito dos cidadãos a uma informação livre, plural e isenta de pressões políticas”.

A situação aconteceu em 29 de abril, quando elementos da CT “foram alvo de comportamentos insultuosos e intimidatórios por um funcionário do gabinete do ministro da Presidência, António Leitão Amaro”, segundo em comunicado deste órgão da Lusa divulgado na segunda-feira.

Perante o sucedido, a CT enviou uma exposição ao chefe de gabinete do Ministério da Presidência “condenando veementemente o comportamento totalmente desadequado” daquele funcionário, que aconteceu “imediatamente após a reunião que decorreu no ministério, ao final da tarde”

No comunicado, a CT salientou que, “contrastando com a reunião formal com o ministro António Leitão Amaro, a qual decorreu de forma cordata apesar das divergências de pontos de vista, o alto funcionário interpelou” a Comissão de Trabalhadores “em tom insultuoso e intimidatório pondo em causa a idoneidade dos representantes dos trabalhadores”.

No dia seguinte, 30 de abril, “o chefe de gabinete respondeu por escrito à CT, reconhecendo que o comportamento do funcionário foi inadequado e que o mesmo já tinha sido admitido pelo próprio, que se penalizou pelo sucedido”, sublinhando que “tais interações não correspondem à postura e orientação do gabinete do ministro António Leitão Amaro”.

De acordo com a CT, “o funcionário do gabinete do ministro da Presidência tentou contactar através de telefone os membros” do órgão, “mas a CT declinou e insistiu no esclarecimento formal por parte do ministério.

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