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Quase 1.800 pessoas envolvidas em hortas urbanas em oito municípios do Grande Porto

Data de publicação
26 Maio 2026
9:42

Os oito municípios associados da Lipor têm ativas 61 hortas urbanas, com 1.786 pessoas envolvidas em 15,7 hectares de área de cultivo, incluindo 512 talhões no Porto, e mais de três mil pessoas em lista de espera.

Ao todo, há 2.147 talhões cultivados “em modo de produção alimentar sustentável”, entre hortas em instituições, municipais e espontâneas, segundo os números requisitados pela Lusa quanto ao projeto “Horta à Porta”, que a Lipor, associação intermunicipal que gere os resíduos de oito municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP), desenvolve em parceria com as autarquias envolvidas.

O Porto é o mais ativo de entre os municípios, com 14 hortas, 512 talhões e 45.426 metros quadrados, nos quais trabalham 471 hortelãos.

Na Maia, há 12 hortas, 394 talhões e 35.892 metros quadrados, seguindo-se Matosinhos, com 13 hortas, 435 talhões e 22.202 metros quadrados.

O projeto estende-se ainda a Gondomar, com oito hortas e quase 14 mil metros quadrados, Valongo, com quatro hortas que permitem 227 talhões, Póvoa de Varzim (quatro hortas, 211 talhões), Vila do Conde (duas hortas, 81 talhões) e Espinho (três hortas, 43 talhões).

Além das 1.786 pessoas com talhões atribuídos, das quais 471 estão no Porto, 388 em Matosinhos e 334 na Maia, os que mobilizam mais gente, há uma fila de espera com quase o dobro dos participantes atuais, porque “a rotatividade dos hortelãos é baixa, com permanência longa na horta”.

“Regista-se, à data, cerca de 3.054 inscritos que aguardam atribuição de um talhão”, nota a Lipor.

Para tentar dar resposta à procura, têm surgido novas hortas lançadas pelos municípios associados e pela própria Lipor, que aponta ainda para “outras opções/modelos de cultivo”, como a Horta Agroflorestal de Crestins, junto às instalações da associação, ou hortas em terraço.

O projeto “Horta à Porta” arrancou julho de 2003 e, menos de um ano depois, via abrir a primeira horta, em Crestins, com 74 talhões, tendo crescido ao longo dos anos face ao “interesse crescente da população”.

O principal objetivo “é o autoconsumo”, com talhões de 25 metros quadrados em média, e sempre que há excedente é normalmente partilhado entre familiares, vizinhos e amigos.

Uma das hortas, na Maia, tem um caráter “mais orientado para a subsistência”, com talhões a rondar os 100 metros quadrados, e aí os produtos podem ser comercializados, numa banca partilhada, e destinada especificamente a estes produtores, no Mercado do Castêlo da Maia.

A Lipor, criada em 1982, é composta pelos municípios do Porto, Maia, Matosinhos, Gondomar, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Espinho e Valongo, abrangendo cerca de 10% da população portuguesa.

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