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Portugal afirma-se na produção de frutos secos e está nos tops europeu e mundial

Data de publicação
26 Maio 2026
14:02

Portugal “viveu uma transformação profunda na produção dos frutos secos”, na última década, com destaque para a amêndoa, que representa 75% das exportações e tornou o país no 2.º maior produtor europeu e no 5.º mundial.

Estes dados foram divulgados hoje de manhã pelo presidente da Portugal Nuts, Tiago Costa, durante a 5.ª edição do congresso que esta associação promove anualmente e que, desta vez, decorre em Évora, ao longo do dia, numa unidade hoteleira da cidade.

“Portugal viveu, na última década, uma transformação profunda na produção dos frutos secos e os resultados estão à vista de todos e devem orgulhar-nos”, afiançou o mesmo responsável, na sua intervenção no congresso.

O país é hoje “o 2.º maior produtor de amêndoa a nível europeu” e está “firmemente” integrado “no top 5 mundial”, enquanto, no que respeita à noz, Portugal também já alcançou “a posição de 5.º maior produtor da Europa” e assegurou “um lugar no top 15 a nível mundial”, revelou.

O presidente da Portugal Nuts - Associação Promoção Frutos Secos (APFS) realçou também que, nos últimos anos, em Portugal, “a área plantada duplicou, a produção disparou e as exportações ultrapassaram os 150 milhões de euros a nível de frutos secos, numa lógica global”.

Aludindo aos dados mais recentes publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes a 2025, Tiago Costa precisou que a fileira dos frutos secos atingiu os 156 milhões de euros de exportações.

E “a amêndoa representa cerca de 75%” dessas exportações, sendo que este fruto seco, “desde 2020, multiplicou por três o valor das exportações”, ao passo que “a noz, de 2024 para 2025, conseguiu aumentar em 50% as suas exportações”, acrescentou.

“São números que são verdadeiramente relevantes e que ajudam ao saldo comercial, que se torna amplamente positivo para o país”, afiançou Tiago Costa, argumentando que “este crescimento extraordinário não acontece por acaso”, resultando sim “do forte investimento” dos produtores.

A fileira dos frutos secos, de acordo com o presidente da Portugal Nuts, tornou-se “absolutamente estratégica para a agricultura portuguesa” e pesa já hoje 6% nas exportações de produtos vegetais nacionais.

Em declarações à agência Lusa, à margem do V Congresso Portugal Nuts, que reúne membros desta associação, produtores, técnicos, investigadores e outros agentes da fileira, Tiago Costa referiu que as exportações de amêndoa passaram de 30 milhões de euros, em 2020, para 115 milhões, no ano passado.

De acordo com os dados do INE divulgados pela associação, estes cerca de 115 milhões de euros são relativos à venda nos mercados externos de 31 mil toneladas de amêndoa, o que representa um aumento de mais de 16% em valor (+15,21 milhões de euros), face a 2024.

E no que respeita às nozes, a subida de 50% das exportações, significa que passou de 1,1 milhões de euros em 2024 para 3,3 milhões em 2025, com as vendas no estrangeiro a aumentarem e ultrapassarem as 900 toneladas, resumiu a Portugal Nuts.

“A exportação de amêndoas sem casca ultrapassou, pela primeira vez, a exportação de amêndoas com casca, representando agora 65% do valor das exportações de amêndoas, e refletindo uma maior valorização do produto no mercado internacional”, pode ler-se.

Tal como a Lusa noticiou, na terça-feira, Portugal sofreu uma quebra de cerca de 1.000 hectares na área plantada com frutos secos.

Há produtores que arrancaram amendoais e optaram por outras culturas, devido a pragas ou erros na instalação, disse o diretor executivo da Portugal Nuts, Nuno Russo.

O presidente da associação destacou hoje que, após “um crescimento muito forte”, este “estabilizou e até encolheu”, mas tal “não se traduz em perda de velocidade” do setor, que “ainda tem muito para agregar mais valor ao produto”.

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