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"Há 24 mil psicólogos em Portugal, mas milhares de portugueses sem acesso a um", diz bastonário.

JM-Madeira

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Data de publicação
04 Setembro 2021
12:44

No Dia Nacional do Piscólogo, que se comemora hoje, o bastonário chama a atenção para a escassez de psicólogos em determinadas áreas da sociedade.

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) destaca a importância do trabalho desempenhado pelos psicólogos ao longo do último ano e meio de pandemia e o longo caminho ainda a percorrer para um melhor aproveitamento do contributo dos psicólogos existentes em Portugal.

"O país tem ao seu dispor 24.000 psicólogos, mas há milhares de portugueses sem acesso a um", afirma o bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses, Francisco Miranda Rodrigues.

Na área da saúde "quem tem menos recursos económicos não consegue ter apoio psicológico porque os centros de saúde têm poucos psicólogos e mesmo os centros hospitalares têm falta de profissionais nesta área", explica o bastonário, acrescentando que "só agora se começam a ver algumas alterações em subsistemas como a ADSE ou o interesse das seguradoras em assumir também o seu papel, mas em ambos os casos ainda há muito para concretizar".

Já na educação há a assinalar um bom reforço das equipas e projetos nas escolas, com a mudança do papel do psicólogo para uma aposta mais preventiva, multinível, conseguindo, assim, chegar a mais pessoas na comunidade educativa, com maior impacto e parcerias locais.

Elencando os desafios com os quais os psicólogos se deparam atualmente - como a crise climática, os refugiados e migrações, o envelhecimento, a paz, segurança e pobreza - o bastonário critica que os psicólogos a intervir nestas áreas são "ainda poucos", alerta o bastonário Francisco Miranda Rodrigues.

Mais: na resposta à COVID-19 "os psicólogos fizeram uma excelente adaptação, adequando o seu trabalho às exigências da pandemia e em muitos casos trabalhando à distância", salienta.

Dados da investigação mais recente revelam o aparecimento de quadros de ansiedade, depressão, perturbações do sono, problemas de memória ou stress pós-traumático. Situação que, no entender do bastonário, "pode significar um prolongamento das necessidades de intervenção psicológica durante bastante tempo, para um conjunto mais alargado de pessoas. Algo para o qual o país não deve ser apanhado desprevenido e tem que se preparar", conclui.

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