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Greve Geral: Raimundo diz que pacote laboral “está mais perto de ser derrotado do que de ser implementado”

Data de publicação
03 Junho 2026
8:23

O secretário-geral do PCP disse hoje que o pacote laboral “está mais perto de ser derrotado do que de ser implementado” e que a greve geral dará um sinal inequívoco nesse sentido.

Paulo Raimundo falava hoje junto aos Serviços Operacionais da Câmara Municipal do Seixal, no distrito de Setúbal, para um contacto com os trabalhadores em piquete de greve, numa iniciativa que contou também com a presença do presidente da autarquia e de alguns vereadores.

“Este pacote laboral está mais perto de ser derrotado do que de ser implementado. E a greve geral está a começar aqui hoje também a dar um sinal inequívoco nesse sentido”, disse.

O secretário-geral do PCP disse ainda que a greve geral será uma afirmação de um “não à precariedade, há desregulação das horas de trabalho” e de um “sim aos direitos e à estabilidade”.

Paulo Raimundo adiantou que qualquer trabalhador que pense nas dificuldades que hoje já tem, nomeadamente a precariedade laboral e os baixos salários, percebe que “tem razões acrescidas para fazer greve”.

“Eu não acredito que não haja um trabalhador que seja, daqueles que põe o país a funcionar, daqueles que todos os dias se levanta para pôr tudo a trabalhar, para pôr tudo a funcionar e criar riqueza, que não tenha razões para aderir a greve”, disse.

Os trabalhadores, adiantou Paulo Raimundo, estão apenas a exigir “que não lhe ponham os pés em cima das costas”.

“Esta gente trabalha, põe o país a funcionar. São os únicos que criam a riqueza. Não há mais ninguém que crie riqueza se não os trabalhadores, são os imprescindíveis. Ora, os imprescindíveis não precisam de mais pressão sobre os salários, de mais precariedade, de mais desregulação dos horários de trabalho, de mais despedimentos sem justa causa. O que precisam é de direitos, dignidade, respeito, tempo para a viver e salários. É isso que estão aqui a exigir também”, sustentou.

A CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 03 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.

O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento, uma semana depois de o executivo de Luís Montenegro ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

A paralisação de quarta-feira deverá contar com uma adesão alargada, com vários sindicatos de diversos setores a terem já anunciado a sua participação, nomeadamente a função pública, com destaque para saúde e ensino, bem como transportes, aviação, comércio, entre outros.

No final do ano, a CGTP e a UGT decidiram convocar uma greve geral para 11 de dezembro de 2025 em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legislação laboral apresentado pelo Governo PSD/CDS-PP, tendo sido a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da ‘troika’.

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