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Festa da Queima das Fitas de Lisboa ia realizar-se pela primeira vez este ano mas foi cancelada

Data de publicação
11 Maio 2026
16:23

A festa da Queima das Fitas de Lisboa, organizada pela primeira vez pela Federação Académica de Lisboa (FAL) e pela Federação Académica do Instituto Politécnico de Lisboa (FAIPL), foi cancelada devido a “um conjunto de limitações”, revelou a organização.

“A Queima das Fitas, na sua versão recreativa, com concertos, não acontecia em Lisboa e nós tentámos implementá-la agora este ano”, afirmou à agência Lusa o presidente da FAL, Pedro Neto Monteiro, reforçando que “era a primeira vez” que iria acontecer na capital, esperando receber “aproximadamente cerca de 5.000 pessoas por dia”.

A Queima das Fitas de Lisboa 2026 foi agendada para os dias 15 e 16 de maio, no Estádio Universitário de Lisboa, o cartaz do evento universitário contava com nomes como Miguel Luz, Samba de Ocasião, Zara G. e Más Influências, e a organização já estava a vender bilhetes.

No entanto, no sábado, a menos de uma semana da realização do evento, a organização anunciou o cancelamento da iniciativa, num vídeo publicado nas redes sociais, justificando a decisão com “dificuldades e entraves”, e assegurando que “todos os que compraram bilhete irão ser reembolsados”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da FAL disse que houve “um conjunto de limitações do ponto de vista logístico, operacional e até em termos de perceção” que comprometeram a realização da festa da Queima das Fitas de Lisboa.

Entre essas limitações está o pedido de licença à Câmara Municipal de Lisboa (CML) para que o evento ocorresse até às 04:00, mas apenas foi permitido até à 01:00, o que dificultou a organização da festa, inclusive a distribuição dos artistas, expôs Pedro Neto Monteiro.

“Para nós, é importante que a perceção dos estudantes relativamente ao evento seja a melhor possível e acreditamos que com o evento até à 01:00 não seria possível oferecer essa experiência de qualidade, até porque se compararmos, por exemplo, com a Queima das Fitas do Porto ou com a Queima das Fitas de Coimbra, que duram até às 06:00, seria claramente uma experiência diferente e nós queríamos de facto que fosse algo com mais substância”, declarou.

Sobre os fundamentos da CML para não permitir o prolongamento do horário, o presidente da FAL disse que têm a ver com a existência de prédios habitacionais “imediatamente atrás do Estado Universitário”, devido ao ruído, e considerou que tal é compreensível”, mas ressalvou que se trata de um evento pontual, para acontecer “duas noites num ano inteiro”.

De acordo com Pedro Neto Monteiro, houve diálogo com a CML, em várias ocasiões, para encontrar uma solução, inclusive a procura de outros locais, como a Alameda Keil do Amaral, “mas, ainda assim, a decisão final não foi favorável”.

“Vemos a decisão, obviamente, com alguma tristeza, alguma infelicidade, porque nós gostaríamos, efetivamente, de realizar o evento e de dar uma oportunidade aos estudantes de Lisboa, que não têm uma Queima como, por exemplo, outras academias, como é o caso do Porto e Coimbra, de também terem aqui essa experiência, até porque Lisboa é a maior cidade universitária do país e, portanto, merecia algo à altura”, defendeu.

A Lusa questionou o gabinete do presidente da CML, Carlos Moedas (PSD), aguardando ainda uma resposta.

Outra das razões que levaram à decisão de cancelar a festa da Queima das Fitas, segundo o presidente da FAL, tem a ver com “uma perceção negativa sobre eventos recreativos de natureza semelhante”, após o que aconteceu na última edição da Semana Académica de Lisboa, realizada há dois anos, sob organização de uma entidade distinta, em que “foi um verdadeiro desastre”.

Apesar do cancelamento da festa numa vertente recreativa, Pedro Neto Monteiro ressalvou que a dimensão da tradição da Queima das Fitas de Lisboa, celebração do fim do percurso académico dos estudantes universitários, com a imposição de insígnias, a serenata e a bênção das fitas, “não foi, de forma nenhuma, cancelada”.

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