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Estudo da Universidade Fernando Pessoa desvenda “face neuroemocional da saudade”

Data de publicação
25 Abril 2026
18:57

Um estudo da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, permite desvendar “a face neuroemocional da saudade”, mostrando a codificação científica e padrão expressivo na cara humana ao descobrir o “biomarcador” desta emoção.

Os resultados do trabalho do Laboratório de Expressão Facial da Emoção, da Faculdade de Medicina daquela instituição privada de ensino superior, foram apresentados pelo diretor, Freitas-Magalhães, segundo um comunicado hoje divulgado.

“A saudade tem uma face. E essa face foi agora desvendada pela ciência. Pela primeira vez, conseguimos identificar a sua estrutura neuroemocional e o seu padrão de codificação facial com rigor objetivo”, nota o investigador, citado em comunicado.

O estudo, que resulta, segundo a Fernando Pessoa, de perto de duas décadas de trabalho, assenta no “biomarcador de saudade, um marcador expressivo fino, mas consistente, que integra a assinatura facial desta emoção”, ou a forma como a cara de alguém se coloca quando a pessoa sente saudade.

Para aferir se a pessoa sente saudade, que “não é uma abstração poética”, mas antes “uma emoção com base neurobiológica, com circuitos cerebrais próprios e uma expressão facial codificável”, recorreram à análise de zonas específicas, como a posição labial e a “eventual exposição dentária subtil”, em “estados de evocação afetiva intensa, memória e ligação emocional”.

“Hoje, podemos medi-la, observá-la e estudá-la com a mesma precisão de outras emoções fundamentais. [...] Este estudo demonstra que mesmo as emoções mais complexas e culturalmente marcadas podem ser traduzidas em linguagem científica. A saudade deixou de ser apenas uma palavra, passou a ser uma emoção visível e mensurável”, afirma Freitas-Magalhães.

Para a Fernando Pessoa, este avanço pode representar “aplicações na medicina, psicologia clínica, neurociência afetiva e desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial emocional”.

Os resultados estão agora publicados em livro, em português e em inglês, dado que este laboratório considera a descoberta “um feito científico de alcance internacional”.

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