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Venezuela: Washington diz manter “máxima influência” sobre Governo interino

Data de publicação
07 Janeiro 2026
18:53

A Casa Branca afirmou hoje que mantém “máxima influência” sobre o Governo interino da Venezuela e confirmou que os Estados Unidos já começaram a vender crude venezuelano apreendido, no âmbito de um alegado acordo com Caracas.

“Obviamente, neste momento temos a máxima influência sobre as autoridades interinas na Venezuela”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em conferência de imprensa.

Leavitt insistiu que o Presidente norte-americano, Donald Trump, deixou “muito claro” que a Venezuela é um país que “não vai enviar mais drogas ilegais para os Estados Unidos”.

Caracas “não enviará mais nem traficará pessoas ou cartéis criminosos para assassinar cidadãos norte-americanos”, acrescentando que Trump está a implementar integralmente a sua política externa de “paz pela força”, acrescentou.

Leavitt enquadrou nestes termos a operação realizada no sábado que resultou na captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, posteriormente levado a um tribunal federal em Nova Iorque para responder a acusações de narcoterrorismo.

“Não há nada mais ‘América Primeiro’ do que esta operação”, explicou a porta-voz, evocando o principal ‘slogan’ político do chefe de Estado norte-americano.

A porta-voz confirmou ainda que o Governo dos EUA “já começou a negociar petróleo venezuelano no mercado global em benefício dos Estados Unidos”, recorrendo a grandes empresas internacionais de comércio de matérias-primas e a bancos de referência para assegurar a execução e o apoio financeiro das vendas de crude e derivados.

As declarações surgiram depois de Washington ter apreendido hoje mais dois petroleiros sancionados ligados à Venezuela, um dos quais transportaria cerca de dois milhões de barris de crude nas Caraíbas, e depois de Trump ter afirmado que foi alcançado um acordo com Caracas para a comercialização de entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo.

Um dos petroleiros, Marinera, tem bandeira russa e Moscovo já exigiu um “tratamento humano e digno” para os membros da tripulação, mas a porta-voz da Casa Branca explicou que Washington considera esse navio “sem bandeira”.

Leavitt precisou que o crude incluído nesse entendimento corresponde a “petróleo sancionado que estava armazenado em barris, a bordo de navios”, acrescentando que o Governo interino venezuelano, que ainda não confirmou formalmente qualquer acordo, “concordou em libertar” esse petróleo, que deverá “chegar aos Estados Unidos muito em breve”.

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