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Venezuela: Oposição propõe negociação política para a transição com mediação dos EUA

Data de publicação
26 Janeiro 2026
21:22

O partido de oposição Movimento pela Venezuela apresentou hoje uma proposta de negociação política, com mediação de Washington, para uma transição na Venezuela que inclui a reestruturação de instituições e a libertação de presos políticos.

O secretário-geral do partido, Simón Calzadilla, indicou que esta transição deve surgir de uma “negociação política séria” a envolver a “oposição democrática venezuelana”, setores da sociedade civil e autoridades do Governo, de acordo com um comunicado divulgado nas redes sociais.

À agência de notícias espanhola EFE, Calzadilla afirmou defender a mediação dos Estados Unidos, “sem excluir outros atores internacionais importantes”.

Calzadilla assinalou que devem existir “condições mínimas” para alcançar o que denominou “período de transição”, que, explicou, será o tempo entre “a superação do regime político que atualmente governa o país, até concluir com um regime político onde reine o respeito absoluto pela soberania popular expressa através do sufrágio”.

Para o político desta formação minoritária que faz parte da maior coligação da oposição, a Plataforma da Unidade Democrática, “não há evidência pública de que a transição tenha começado” na Venezuela, mas, disse à EFE, “há uma grande oportunidade” para de começar.

O objetivo da proposta “é que se inicie um processo público e debatido de transição no país, com acordos concretos”, acrescentou.

A proposta surgiu depois de a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, ter defendido, na sexta-feira, um “verdadeiro diálogo político”, que inclua setores políticos “coincidentes e divergentes”.

Para que a transição seja bem-sucedida, o Movimento pela Venezuela sublinhou que deve ser realizado um processo de “liberalização política e estabilização económica”, o que passa pela “liberdade com plenos direitos dos presos políticos” e pela “livre ação de toda a liderança política perseguida dentro ou fora do país”, salientou.

Rodríguez afirmou que 626 pessoas foram libertadas das prisões desde dezembro.

No entanto, os relatórios das organizações não-governamentais (ONG), como a Foro Penal, contabilizaram aproximadamente metade do número avançado pela Presidente interina venezuelana, no mesmo período.

A oposição e as ONG de direitos humanos têm denunciado também uma lentidão no processo de libertação dos presos políticos.

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