O criador de moda italiano Valentino morreu hoje, aos 93 anos, em Roma, avançaram órgãos de comunicação social italianos, citando um comunicado da Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti.
“Apagou-se na serenidade da sua residência em Roma, rodeado do afeto dos que lhe são queridos”, lê-se no comunicado da Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, companheiro de longa data do criador de moda, citado pela agência de notícias Ansa.
Valentino Clemente Ludovico Garavani, conhecido como Valentino, e a quem a Ansa apelida de “gigante da moda”, nasceu em Voghera, na região da Lombardia em 1932.
Em 1949, muda-se para Paris para seguir os estudos em moda. Vencedor do prémio Woolmark, o mesmo que lançou as carreiras de Yves Saint Laurent e Karl Lagerfeld, estagiou como criador de moda Jean Desssés e chegou a trabalhar para Guy Laroche.
Dez anos depois da mudança para Paris, regressa a Itália, instalando-se em Roma, onde abre o seu próprio atelier.
Na década de 1960 conhece Giancarlo Giammetti, na época um estudante de arquitetura, com quem inicia uma longa e sólida relação profissional e pessoal. Embora a relação amorosa tenha durando apenas dez anos, a relação de trabalho e amizade manteve-se ao longo de várias décadas.
Com Giancarlo Giammetti, que passa a administrar os negócios, Valentino começa a dedicar-se por inteiro à criação.
Ao longo da carreira, feita sobretudo nas passereles de Paris, Valentino, que tinha o vermelho como cor de eleição, vestiu várias figuras públicas, como Jackie Kennedy, Elizabeth Taylor, Julia Roberts, Sharon Stone, Jessica Lange, Sophia Loren e Rânia da Jordânia.
Em 1998, vendeu a marca Valentino à Hdp, de Maurizio Romiti. Quatro anos depois, a Valentino passava para as mãos do grupo Marzotto.
Em 2012, a casa de moda Valentino foi adquirida pelo grupo Mayhoola for Investments, sediado no Qatar e ligado à ‘sheika’ Mosa bint Nasser.
Depois de Valentino, a direção criativa da marca ficou a cargo de Alessandra Facchinetti, Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli e, atualmente, Alessandro Michele.
Em 2007, Valentino decidiu colocar um ponto final na carreira. Ainda assim, continuou a desenhar peças especiais para amigas e para eventos artísticos, como em 2012 para o Ballet de Nova Iorque, recorda o jornal Corriere della Sera.
A vida e obra de Valentino são contadas no documentário “Valentino: o último imperador”, de Matt Tyrnauer, estreado em 2008.