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Ucrânia: Cinco estações de comboio atacadas pela Rússia

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Data de publicação
25 Abril 2022
14:40

A Rússia atacou hoje cinco estações de comboio no centro e no oeste da Ucrânia, disseram as autoridades ucranianas, que consideram que estes ataques confirmam a intenção de Moscovo "destruir sistematicamente" infraestruturas ferroviárias.

"As tropas russas continuam a destruir sistematicamente as infraestruturas ferroviárias. Esta manhã, numa hora, cinco estações de comboio no centro e no oeste da Ucrânia foram atacadas", disse o diretor da empresa pública ucraniana de comboios, Oleksandr Kamyshin, numa publicação na rede social Telegram, citado pelas agências de notícias EFE e AP.

Pelo menos 16 comboios de passageiros tiveram de ser parados e "há baixas", estando a empresa a tentar "esclarecer a informação", ainda segundo Kamyshin.

O diretor da empresa acrescentou que três linhas ferroviárias do país estão sem eletricidade por causa dos bombardeamentos russos às subestações de energia.

Esta segunda-feira, a Rússia atacou também instalações de combustível na Ucrânia e destruiu uma refinaria de petróleo em Kremenchuk, no centro do país, segundo o porta-voz do Ministério da Defesa russo, o general Igor Konashenkov, citado pela AP.

Os aviões de guerra russos destruíram 56 alvos ucranianos durante a noite, assegurou Igor Konashenkov.

Do lado russo, um incêndio deflagrou hoje num grande depósito de combustível numa cidade perto da fronteira com a Ucrânia, anunciaram as autoridades locais, sem especificar as razões do fogo.

Segundo as agências de notícias russas citadas pela AFP, "o incêndio deflagrou no depósito de combustível Transneft Bryansk-Druzhba, em Bryansk", uma cidade localizada a 150 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, que serve como base logística à ofensiva militar de Moscovo naquele país.

De acordo com as primeiras informações, não há vítimas a registar.

Moscovo tem acusado repetidamente as forças ucranianas de atacarem em solo russo.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, das quais mais de 5,16 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU - a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Lusa

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