Um ataque ucraniano “em grande escala” com drones ocorreu esta madrugada em Moscovo, tendo vários projéteis atingido uma refinaria, anunciou o presidente da câmara da cidade, Sergei Sobianin.
O anúncio surge quando o Presidente russo, Vladimir Putin, começou a receber na noite de quarta-feira líderes asiáticos para uma cimeira de dois dias entre a Rússia e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Kazan, centro da Rússia.
“As forças de defesa aérea continuam a repelir um ataque de grande envergadura. Vários drones conseguiram atingir a MNPZ”, uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia, situada na capital, escreveu Sobianin na rede de mensagens Telegram.
O presidente da câmara indicou posteriormente que 52 drones tinham sido destruídos por volta das 04:15 TMG (05:15 em Lisboa) pelas defesas antiaéreas russas.
A MNPZ, situada no bairro de Kapotnia (sudeste de Moscovo), é uma refinaria pertencente à Gazpromneft, que assegura mais de um terço das necessidades de combustível da capital russa, nomeadamente para os seus aeroportos, de acordo com informações disponíveis no seu portal oficial.
Na terça-feira, esta mesma refinaria já tinha sido alvo de um vasto ataque de drones ucranianos.
O ataque desta madrugada levou à ativação de um alerta aéreo num dos principais aeroportos de Moscovo, o de Sheremetyevo, onde se procedeu à retirada de passageiros e pessoal dos terminais e dos aviões para abrigos seguros.
Pouco antes das 05:00 TMG (06:00 em Lisboa) , estas medidas foram levantadas e o funcionamento do aeroporto começou a regressar ao normal, de acordo com um comunicado publicado pela infraestrutura.
Na região de Moscovo, o ataque com drones danificou um edifício residencial e um centro comercial, sem causar feridos, segundo o governador regional, Andrei Vorobiov.
A Rússia continua a atacar a Ucrânia quase diariamente, mais de quatro anos após o início do conflito, o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que, até ao momento, parece não ter saída diplomática.
A Ucrânia também intensificou os ataques ao território russo, por vezes muito longe da fronteira, visando especialmente infraestruturas de transporte e armazenamento de hidrocarbonetos, numa tentativa de esgotar a capacidade de Moscovo para financiar o seu esforço de guerra.