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Ucrânia: Drones ucranianos visam Moscovo em ataque de “grande escala”

Data de publicação
18 Junho 2026
8:01

Um ataque ucraniano “em grande escala” com drones ocorreu esta madrugada em Moscovo, tendo vários projéteis atingido uma refinaria, anunciou o presidente da câmara da cidade, Sergei Sobianin.

O anúncio surge quando o Presidente russo, Vladimir Putin, começou a receber na noite de quarta-feira líderes asiáticos para uma cimeira de dois dias entre a Rússia e a Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Kazan, centro da Rússia.

“As forças de defesa aérea continuam a repelir um ataque de grande envergadura. Vários drones conseguiram atingir a MNPZ”, uma das maiores refinarias de petróleo da Rússia, situada na capital, escreveu Sobianin na rede de mensagens Telegram.

O presidente da câmara indicou posteriormente que 52 drones tinham sido destruídos por volta das 04:15 TMG (05:15 em Lisboa) pelas defesas antiaéreas russas.

A MNPZ, situada no bairro de Kapotnia (sudeste de Moscovo), é uma refinaria pertencente à Gazpromneft, que assegura mais de um terço das necessidades de combustível da capital russa, nomeadamente para os seus aeroportos, de acordo com informações disponíveis no seu portal oficial.

Na terça-feira, esta mesma refinaria já tinha sido alvo de um vasto ataque de drones ucranianos.

O ataque desta madrugada levou à ativação de um alerta aéreo num dos principais aeroportos de Moscovo, o de Sheremetyevo, onde se procedeu à retirada de passageiros e pessoal dos terminais e dos aviões para abrigos seguros.

Pouco antes das 05:00 TMG (06:00 em Lisboa) , estas medidas foram levantadas e o funcionamento do aeroporto começou a regressar ao normal, de acordo com um comunicado publicado pela infraestrutura.

Na região de Moscovo, o ataque com drones danificou um edifício residencial e um centro comercial, sem causar feridos, segundo o governador regional, Andrei Vorobiov.

A Rússia continua a atacar a Ucrânia quase diariamente, mais de quatro anos após o início do conflito, o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que, até ao momento, parece não ter saída diplomática.

A Ucrânia também intensificou os ataques ao território russo, por vezes muito longe da fronteira, visando especialmente infraestruturas de transporte e armazenamento de hidrocarbonetos, numa tentativa de esgotar a capacidade de Moscovo para financiar o seu esforço de guerra.

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